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Kassab aposta em Caiado por perfil combativo; planeja estratégia à candidatura

Kassab aposta em Caiado por perfil combativo; Planalto prepara estratégia contra candidatura, com foco em segurança pública, responsabilidade fiscal e políticas sociais

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, e o governador do Goiás, Ronaldo Caiado, em encontro do partido em São Paulo. — Foto: Divulgação/PSD
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  • Kassab diz que apoia Caiado por perfil mais combativo, mirando eleitores de centro e da direita não alinhada, hoje ligados a Flávio Bolsonaro.
  • Caiado oficializa a pré-candidatura nesta segunda e deve pautar campanha com segurança pública dura, responsabilidade fiscal com viés liberal e políticas sociais (pelo jeito de formação do governador, médico).
  • Ratinho Júnior já se alinhou a Caiado; Eduardo Leite sinalizou que não vai entrar na campanha.
  • No Planalto, a estratégia de Lula não muda de forma significativa, mas deve haver ajustes no discurso para enfrentar Caiado, incluindo a possibilidade de criação de um ministério da segurança pública.
  • Há leitura de que, se Caiado não crescer, pode atuar como linha auxiliar do bolsonarismo na reta final; cenário permanece polarizado.

O PSD e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanham com atenção a oficialização da pré-candidatura do governador Ronaldo Caiado (União Brasil), prevista para esta segunda-feira em Goiás. A decisão chega em meio a cenários de disputa presidencial e impactos esperados no cenário político.

Dirigentes do PSD, liderados por Gilberto Kassab, comunicam que apoiariam Caiado por enxergarem nele um perfil mais combativo, capaz de alcançar votos de centro e da direita não alinhada com o governo. A estratégia apontada se apoiaria em três pilares: segurança pública dura, responsabilidade fiscal com viés liberal na economia e foco em políticas sociais.

Questionamentos sobre alianças também aparecem entre dirigentes. Ratinho Júnior (PSD) já sinalizou apoio a Caiado, enquanto Eduardo Leite (PSDB) indicou que não pretende entrar na campanha goiana. Leite divulgou mensagem denunciando a polarização causada pela escolha do PSD.

No Palácio do Planalto, a avaliação é de que a entrada de Caiado não altera de modo significativo a estratégia já traçada para a reeleição de Lula. A equipe governista afirma que continuará usando ferramentas já previstas para enfrentar adversários de direita, com ajustes no discurso diante da presença de Caiado.

A defesa de uma agenda de segurança pública deve ganhar peso, conforme o governo. Entre as possíveis respostas está a eventual criação de um ministério específico para a área. Auxiliares de Lula destacam que Caiado, pela formação médica, pode dialogar com pautas sociais, o que poderá exigir ajustes na comunicação oficial.

Caso Caiado não obtenha crescimento suficiente, interlocutores do governo veem potencial atuação dele como linha auxiliar do bolsonarismo na reta final, com leitura de que Eduardo Leite poderia atuar com menor intensidade nesse papel. A percepção interna é de que o cenário permanece polarizado, mas Caiado seria o nome com maior potencial de atrair eleitores cansados da dicotomia atual.

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