- Exonerado da Polícia Federal após determinação do STF, publicada no Diário Oficial da União.
- Wladimir Matos Soares foi condenado a 21 anos de prisão por participação na trama golpista.
- Ele integra o chamado “núcleo 3” da denúncia da Procuradoria-Geral da República, responsável por planejar assassinatos de autoridades.
- Em áudio obtido pela PF, o policial disse que integrava grupo armado para defender Bolsonaro e que estavam dispostos a “matar meio mundo de gente”.
- As investigações apontam que ele atuou infiltrado na equipe de segurança durante a campanha eleitoral de 2022 para repassar informações estratégicas.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública exonerou nesta terça-feira 30 o policial federal Wladimir Matos Soares. A demissão atende à determinação do STF de perda do cargo público de condenados em casos de violência política.
Soares estava entre os investigados pela chamada trama golpista ligada ao núcleo 3 da denúncia da PGR. O grupo é apontado como responsável por planejar ataques contra autoridades, incluindo o presidente Lula, o vice-presidente Alckmin e o ministro Moraes.
A exoneração foi publicada no Diário Oficial da União. Soares havia sido condenado a 21 anos de prisão pela participação no esquema. O STF já havia autorizado a perda do cargo público para todos os condenados no caso.
Conforme apurado pela PF, o agente atuou infiltrado na equipe de segurança durante a campanha de 2022. O objetivo era repassar informações estratégicas que poderiam favorecer ações contra autoridades e instituições.
Segundo investigações, o policial integrava o que descrevem os órgãos de segurança como um grupo armado ligado à defesa de Jair Bolsonaro. Testemunhos e arquivos de áudio reforçam o tom agressivo do grupo.
Em um áudio apreendido durante as apurações, Soares afirma que o grupo partia para ações contundentes, com intenção de provocar grande impacto. A PF classificou o material como crucial para entender a dimensão da ameaça.
A decisão de exoneração segue o rito previsto pelo STF, que determinou a responsabilização de membros condenados. A medida também reforça o alinhamento entre o poder público e as instituições de segurança na apuração de crimes contra o Estado.
A investigação continua para apurar outras possíveis ligações e participantes no plano. As autoridades ressaltam que novas medidas podem ser adotadas conforme surgirem evidências adicionais.
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