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Ampliação da licença-paternidade é aprovada; entenda os benefícios

Licença-paternidade é ampliada no Brasil; extensão de cinco para até 20 dias até 2029, com impactos na participação parental e no desenvolvimento infantil

Os benefícios da licença-paternidade se estendem às carreiras de pais e mães e ao desenvolvimento das crianças
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  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta terça-feira a ampliação da licença-paternidade no Brasil, com implementação gradual.
  • A regra passa de cinco dias para dez dias em 2027, quinze em 2028 e vinte em 2029.
  • O projeto foi aprovado pelo Senado no dia quatro e era discutido no Congresso há dezenove anos, após ter sido apresentado em 2007 por Patrícia Saboya.
  • Pesquisas citadas apontam que mais de oitenta por cento dos pais desejam mais dias de licença; entre eles, 34 por cento querem acima de 21 dias e 26 por cento chegam a 120 dias; 22 por cento ficam entre seis e vinte e dois dias, enquanto 11 por cento consideram os cinco dias atuais suficientes. Entre as mulheres, apenas 1% aprovam o modelo vigente.
  • Estudos indicam benefícios à saúde mental, à divisão de tarefas domésticas e ao desenvolvimento emocional de crianças. Além disso, a maioria dos executivos consultados pela McKinsey viu a experiência de licença como positiva, ainda que haja resistência.
  • Empresas como Grupo Boticário e Nubank já adotam licença igualitária de 120 dias para pais e mães.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta terça-feira a ampliação da licença-paternidade no Brasil. O texto prevê uma extensão gradual da garantia, que passa de 5 para 10 dias em 2027, 15 dias em 2028 e 20 dias em 2029.

O projeto havia sido aprovado pelo Senado no dia 4 deste mês. A proposta já era debatida no Congresso há 19 anos, desde sua apresentação pela ex-senadora Patrícia Saboya, em 2007, com relatório da senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA).

A mudança busca ampliar a participação dos pais nos cuidados com filhos recém-nascidos ou adotados, reduzindo impactos na saúde mental de famílias e facilitando a divisão de tarefas domésticas.

Benefícios esperados e impactos

A pesquisa Radar da Parentalidade, de 2024, aponta que mais de 80% dos pais desejam licença maior, com 34% preferindo mais de 21 dias e 26% defendendo até 120 dias. Apenas 11% consideram atuais os cinco dias suficientes.

Estudos indicam que a licença-paternidade pode melhorar o desempenho escolar das crianças e reduzir a sobrecarga materna, contribuindo para a continuidade de renda das mulheres no mercado de trabalho.

Ainda segundo a pesquisa, há resistência dentro de empresas e entre homens em utilizar a licença por receio de prejuízos na carreira, o que reforça a importância de políticas públicas estáveis.

Empresas já adotam modelos mais igualitários. O Grupo Boticário e o Nubank, por exemplo, ofertam 120 dias de licença para pais e mães, sinalizando vantagens da parentalidade compartilhada para atratividade corporativa.

Observações sobre o cenário atual

A expansão prevista ocorre de forma gradual, permitindo ajustes em setores com diferentes demandas operacionais. A expectativa é ampliar a participação dos pais nos cuidados desde os primeiros meses de vida.

Autoridades destacam que a mudança não altera direitos de mães, apenas amplia a participação de pais. O objetivo é reduzir desigualdades na distribuição de responsabilidades familiares.

A adesão de empresas ao modelo de licença mais longa pode influenciar a cultura organizacional e a atração de talentos, segundo especialistas em gestão de pessoas e políticas públicas.

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