- O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, criticou a discussão sobre o fim da escala 6×1 durante jantar com empresários.
- Disse que reduzir a jornada é viável apenas com medidas de alívio para as empresas, para não haver perda de empregos ou salários.
- Reforçou: “para cuidar do trabalhador, tem que cuidar do empresário” e que, sem desoneração, há risco de queda de salário ou emprego.
- Questionou o momento do debate em ano eleitoral e classificou a discussão como inadequada, criticando uma abordagem populista.
- Defendeu mais flexibilidade nas relações de trabalho e disse que o tema pode desviar o foco de produtividade e desigualdade.
Em um jantar com empresários, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, criticou o debate sobre o fim da escala 6×1 em ano eleitoral e afirmou que a redução da jornada só é viável com alívio para as empresas. A fala ocorreu em São Paulo, nesta terça-feira, 31.
Ele ressaltou que, para beneficiar o trabalhador, é necessário cuidar do empresário, sob o argumento de que reduzir a jornada sem compensações pode provocar perda de empregos ou de salários. Em vez disso, defendeu desoneração para manter o emprego.
O governador questionou o momento do tema e classificou a discussão como inadequada para o período eleitoral. Também criticou abordagens populistas e disse que o país deveria priorizar agendas econômicas mais estruturais, como produtividade e redução de desigualdades.
Flexibilização e produtividade
Tarcísio defendeu maior flexibilidade nas relações de trabalho como caminho para melhorar o ambiente econômico. Em sua avaliação, o foco da discussão sobre jornada pode desviar de questões estruturais relevantes.
Segundo ele, a produtividade é o tema central que precisa ser discutido, e não apenas a redução da jornada. A posição é apresentanda em meio a pressões políticas sobre o tema, defendido pelo governo federal, mas com resistência de setores empresariais e no Congresso.
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