- O presidente do STF, Edson Fachin, afirmou que juízes também erram e devem responder por seus erros, como parlamentares e gestores públicos.
- A declaração ocorreu durante evento sobre os seis meses de gestão de Fachin, com a divulgação feita pelo Estadão.
- Fachin informou que espera a aprovação do Código de Ética para ministros do STF ainda neste ano.
- O comentário ocorre em meio à crise gerada pelo caso Banco Master, que envolveu a saída de Dias Toffoli da relatoria e investigações associadas.
- O ministro ressaltou que a Lei Orgânica da Magistratura permite participação societária de magistrados, desde que não haja atuação como administrador; o escritório Barci de Moraes assinou contrato de R$ 129 milhões para atuar no Master.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou que juízes também erram e devem responder por seus erros, assim como parlamentares e gestores públicos. A declaração foi feita durante uma conversa com jornalistas sobre os seis meses de sua gestão. O objetivo é preservar a instituição, segundo o ministro.
Fachin revelou que espera a aprovação ainda neste ano do Código de Ética para ministros do STF, elaborado em meio à crise relacionada ao caso Banco Master. A ministra Carmen Lúcia deve apresentar um anteprojeto aos colegas em breve.
O ministro destacou que quem age em desacordo com normas éticas precisa se sentir constrangido a repensar o comportamento, fazer autocrítica e retornar ao caminho adequado. A fala ocorreu após divulgação do conteúdo pelo Estadão.
Crise no STF envolvendo o caso Master
O caso Master ampliou a tensão na Corte após o relator, Dias Toffoli, deixar a condução do inquérito. A PF localizou menções sobre Toffoli no celular do empresário Daniel Vorcaro, dono do banco.
Toffoli confirmou ser sócio, junto aos irmãos, da empresa Maridt, com participação no resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR). As cotas teriam sido vendidas em 2021 ao Fundo Arleen e, em 2025, à PHD Holding.
O Arleen tinha investimentos de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, que também é investigado. A Lei Orgânica da Magistratura (Loman) permite magistrados compor quadro societário desde que não haja atuação como administrador.
A defesa ressaltou que o escritório de advocacia da família Moraes firmou contrato de R$ 129 milhões para representar o Master por três anos. O Barci de Moraes Sociedade de Advogados afirmou ter atuado com uma equipe de 15 advogados, sem conduzir causas no STF.
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