- A ampliação da licença-paternidade de cinco para vinte dias deve ser sancionada pelo governo federal, conforme análise de Clarissa Oliveira ao Live CNN.
- A medida visa promover a igualdade de gênero no Brasil ao reduzir a sobrecarga de cuidados com filhos sobre as mulheres.
- O modelo atual, com apenas cinco dias para pais, cria desequilíbrio na divisão de responsabilidades familiares e sustenta a predominância feminina nesse cuidado.
- Clarissa Oliveira destaca que, hoje, as mães acabam dominando a gestão doméstica e dos cuidados com a criança, efeito que a ampliação busca diminuir.
- Embora seja um avanço importante, a analista considera a medida ainda insuficiente e aponta que a divisão igualitária nos primeiros meses seria o ideal para impactar o mercado de trabalho.
A ampliação da licença-paternidade de cinco para 20 dias deve ser sancionada pelo governo federal. A medida é vista como um passo relevante para a igualdade de gênero no Brasil, segundo a analista Clarissa Oliveira, do Live CNN. A mudança é considerada modesta frente a padrões internacionais, mas pode reduzir a sobrecarga das mulheres nos cuidados com os filhos.
A análise ressalta que, hoje, mães costumam permanecer com a gestão doméstica por meses, enquanto os pais retornam ao trabalho mais cedo. Clarissa explica que essa assimetria concentra a responsabilidade familiar nas mulheres, moldando a dinâmica da casa e da criança desde o nascimento.
Impacto no mercado de trabalho
A diferença de tempo de licença entre homens e mulheres gera desvantagem profissional para as mulheres, já que elas ficam afastadas por 4 a 6 meses, enquanto os homens retornam rapidamente. Essa disparidade pode influenciar oportunidades de carreira e ascensão.
Segundo a analista, ampliar a licença para homens é positivo, mas não suficiente para a equidade. A ideia defendida é que pais e mães tenham licença igual ou que haja flexibilidade para a distribuição do tempo entre os cuidadores, conforme o modelo adotado em outros países.
A adoção de 20 dias de licença paternidade representa, ainda, uma mudança cultural, ao reduzir a percepção de que o cuidado é exclusivo das mães. A mudança pode, a longo prazo, favorecer maior participação de homens no cuidado inicial do filho e ampliar a participação feminina no mercado de trabalho.
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