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Lula anuncia 18 trocas ministeriais, veja quem sai e fica

Lula anuncia saída de ao menos 18 ministros para disputar as eleições de 2026; recorde na Esplanada, com confirmações previstas até o fim da semana

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  • Lula reuniu todos os ministros e anunciou a saída de ao menos 18 chefes de pastas para disputar as eleições de 2026, com confirmação até o fim desta semana.
  • A Advocacia-Geral da União terá Jorge Messias no comando pelo menos até sabatina no Senado; se aprovado, será substituído.
  • Entre os apontados para deixar o governo estão Carlos Fávaro (Agricultura) e Rui Costa (Casa Civil).
  • Outros Secretários devem deixar as respectivas pastas para concorrer a cargos eletivos, como Paulo Teixeira (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), Geraldo Alckmin (Desenvolvimento), Simone Tebet (Planejamento e Orçamento) e Sônia Guajajara (Povos Indígenas).
  • Permanecem no governo nomes como Mauro Vieira (Relações Exteriores), Alexandre Padilha (Saúde), Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação Social) e Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu nesta terça-feira 31, no Palácio do Planalto, ministros de Estado para anunciar ao menos 18 saídas de ministros visando as eleições de 2026. A confirmação de mudanças deve ocorrer até o fim desta semana, segundo Lula.

Na coletiva, o chefe do Executivo explicou que 14 companheiros já comunicaram a decisão de deixar o governo, outros quatro anunciarão em breve e há possibilidade de ajustes adicionais até quinta-feira.

A debandada de titulares é recorde na Esplanada dos Ministérios, segundo apuração. O período de desincompatibilização termina no próximo sábado, 4 de novembro, conforme o calendário eleitoral.

O que mudou e quem fica

Advocacia-Geral da União terá Jorge Messias à frente, com sabatina no Senado prevista. Caso permaneça, poderá haver substituição na chefia da pasta.

Carlos Fávaro deixou a Agricultura para concorrer ao Senado por Mato Grosso; André de Paula assume a pasta, segundo apuração da CNN.

Rui Costa saiu da Casa Civil para disputar o Senado pela Bahia; Miriam Belchior passa a chefiar interinamente a pasta.

Jader Filho deixou Cidades para concorrer como deputado federal pelo Pará; ainda não foi informado quem assume a pasta.

Paulo Teixeira deixou Desenvolvimento Agrário para disputar deputado federal por São Paulo; Fernanda Machiaveli assume a chefia, sendo a primeira mulher no cargo.

Geraldo Alckmin deixou Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços para pré-candidatura a vice-presidente; substituto ainda não foi divulgado.

Macaé Evaristo deixou Direitos Humanos e da Cidadania para concorrer a deputada estadual em Minas; substituição não foi anunciada.

Camilo Santana deixou Educação; Leonardo Barchini assume a pasta, com o futuro político do ex-ministro ainda indefinido.

André Fufuca deixou Esporte; substituto não foi divulgado.

Fernando Haddad já havia anunciado saída da Fazenda para disputar o governo de São Paulo; Dario Durigan assume a pasta.

Anielle Franco deixou Igualdade Racial para concorrer a deputada federal pelo Rio; substituição não foi anunciada.

Marina Silva deixa Meio Ambiente e Mudança do Clima para disputar uma vaga ao Senado por São Paulo; substituição não foi definida.

André de Paula deixou Pesca e Aquicultura e assume a pasta da Agricultura e Pecuária, segundo a CNN; substituto não informado.

Simone Tebet deixou Planejamento e Orçamento para disputar o Senado por São Paulo; substituição não anunciada.

Silvio Costa Filho deixou Portos e Aeroportos para concorrer a deputado federal em Pernambuco; substituição não divulgada.

Sônia Guajajara deixou Povos Indígenas; Eloy Terena assume a chefia da pasta.

Wolney Queiroz permanece na Previdência Social, Mauro Vieira permanece em Relações Exteriores e Alexandre Padilha permanece em Saúde; Sidônio Palmeira e Guilherme Boulos também seguem em suas respectivas secretarias.

Aspectos e próximos passos

Governo não informou ainda quem assume várias pastas, incluindo Cidades, Fazenda, Meio Ambiente, Portos e Aeroportos e Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, entre outras. A próxima leva de anúncios deve detalhar substituições e cronogramas.

A contabilidade de desincompatibilização é acompanhada pela Casa Civil, com expectativa de que todas as alterações ocorram até a noite de quinta-feira. As regras eleitorais exigem afastamento de ocupantes de cargos públicos para concorrer.

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