- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que ao menos 14 ministros deixarão o governo a partir de hoje para disputar as eleições, e podem entrar mais 4 a 5 até sexta-feira à noite.
- A declaração foi feita em reunião no Palácio do Planalto, onde Lula também citou saídas esperadas até o prazo de desincompatibilização, no sábado, 4 de abril.
- Entre os ministros citados como prováveis de deixar o governo estão Geraldo Alckmin, Simone Tebet e Sônia Guajajara.
- Lula disse que não pretende substituí-los para manter a continuidade da gestão até o fim do mandato.
- O governo havia aumentado o número de ministérios de 23 para 38 desde a posse do presidente, e hoje o país conta com 38 ministérios.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira, 31 de março de 2026, que ao menos 14 ministros deixarão o governo para disputar as eleições. A declaração ocorreu durante uma reunião ministerial no Palácio do Planalto. A meta é manter a gestão em funcionamento até o fim do mandato, mesmo com as baixas. Lula indicou que novas saídas podem ocorrer até o prazo de desincompatibilização, que encerra no sábado, 4 de abril.
Segundo o presidente, mais quatro ou cinco ministros podem deixar até a noite de sexta-feira. Entre os nomes citados por Lula como prováveis saídas estão Geraldo Alckmin (Indústria), Simone Tebet (Planejamento) e Sônia Guajajara (Povos Indígenas). Ao tomar posse, o governo havia ampliado o número de ministérios de 23 para 38, e hoje a estrutura conta com 38 pastas.
Durante o discurso, Lula criticou o cenário político atual, afirmando que houve queda de qualidade na atuação pública e que, em muitos casos, a política passou a ser tratada como negócio. O presidente disse ainda que não pretende substituir os ministros que já deixarão os cargos, com a justificativa de manter a continuidade da gestão até o fim do mandato. Não houve anúncio de novo programa de governo e a máquina administrativa deve seguir funcionando.
Presentes e impactos
A reunião ministerial reuniu ministros como Camilo Santana (Educação), Esther Dweck (Gestão e Inovação em Serviços Públicos), Miriam Belchior (Casa Civil) e Simone Tebet (Planejamento). A lista completa dos presentes foi divulgada pela assessoria da Presidência. A expectativa é de que a desincompatibilização siga até o final da semana, impactando a composição do governo durante o período eleitoral.
Contexto institucional
A desincompatibilização ocorre para que os ocupantes dos cargos públicos possam concorrer sem prejuízo à função pública. O governo já tem notícias de que diversas pastas devem sofrer alterações, com mudanças que podem afetar áreas como educação, indústria, meio ambiente e direitos humanos. A continuidade administrativa, segundo o próprio Lula, será mantida para assegurar o andamento de programas em curso.
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