- Lula confirmou que Geraldo Alckmin continuará como vice na chapa presidencial de outubro; ele precisa deixar o MDIC para concorrer novamente.
- A declaração ocorreu na reunião ministerial de terça-feira (31), a primeira do ano e a última antes do prazo de desincompatibilização.
- O PSB tinha incerteza sobre o papel de Alckmin, com a possibilidade dele apoiar o Senado por São Paulo, mas ficou definido como vice.
- A ideia de Kassab como vice de Lula esteve em debate entre correligionais do PT, mas o PSD acabou mantendo candidatura própria, com Ronaldo Caiado para a presidência.
- Cerca de vinte ministros devem deixar a Esplanada até sexta-feira (3); mudanças envolvem substituições de secretários-executivos para manter ministros que não deixam o cargo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou nesta terça-feira a continuidade de Geraldo Alckmin como vice na chapa de outubro. A afirmação ocorreu durante a reunião ministerial, a primeira do ano e a última antes do prazo de desincompatibilização. A decisão mantém o PSB alinhado ao governo.
Alckmin terá de deixar o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços para concorrer novamente à vice-presidência. A confirmação ocorreu após elogios ao companheiro de chapa, com a imprensa questionando a permanência dele no cargo.
O PT enfrentava incertezas internas sobre a composição da chapa. Parte da bancada defendia articulação com o PSD, sugerindo Kassab como vice. O PSD, por sua vez, definiu ir à disputa com Ronaldo Caiado à presidência.
Mudanças na Esplanada
Cerca de 20 ministros devem deixar os cargos até sexta-feira para concorrerem ou se manterem elegíveis. A partir daí, quem permanecer poderá ficar inelegível para futuras disputas. Lula citou rumores de ministros que saem apenas para se manter próximos do poder.
Pontos de tensão surgem entre a ministra Simone Tebet e o prefeito Ricardo Nunes, com a possibilidade de Tebet concorrer ao Senado por São Paulo. O presidente destacou alterações já previstas na equipe, mantendo o restante do governo estável.
Apoiado por mudanças, o governo sinalizou manter o núcleo ministerial, com substituições pontuais. Fernando Haddad, por exemplo, deixou a Fazenda para Durigan, que assume como interino para disputar o governo paulista. Outros nomes também deixam cargos.
Entre os nomes confirmados para saída estão Rui Costa (Casa Civil), que concorrerá ao Senado pela Bahia; Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), para o Senado no Paraná; Renan Filho (Transportes), para o governo de Alagoas, entre outros.
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