- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que ministros que vão disputar as eleições precisam mudar a “promiscuidade” na política, durante a última reunião ministerial com a Esplanada.
- Lula disse que há degradação em algumas instituições e que a política pode consertar o cenário se mais pessoas saírem para concorrer.
- Ao todo, vinte ministros deixarão os cargos para atividades relacionadas ao pleito de outubro, um recorde que supera gestões anteriores.
- A desincompatibilização termina no sábado, 4 de abril; a ideia é substituir ministros que saem por secretários-executivos, perfis técnicos e com menor custo político.
- A estratégia já foi aplicada na Fazenda, com a troca de Fernando Haddad por Dario Durigan, e envolve manter nomes como secretários-executivos e assessores na Esplanada.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira, 31 de março de 2026, que ministros que vão disputar as eleições precisam mudar a chamada contraproducente relação com a política. Em reunião no Palácio do Planalto com a Esplanada, ele disse que é possível consertar a degradação de algumas instituições por meio da atuação política e da saída de cabos eleitorais.
Lula destacou que, apesar de existirem políticos sérios, a política, como prática, se tornou um negócio. A recomendação foi para que os ministros deixem seus cargos para concorrer, segundo o presidente, com foco em convencer a população de que a mudança depende da participação direta das pessoas.
A reunião ministerial — a última com o atual desenho da Esplanada — reuniu ministros atuais e alguns substitutos que atuarão até o fim do ano. Ao todo, 20 integrantes deixarão os cargos para atuar na campanha eleitoral, um recorde relativo aos últimos pleitos.
Detalhes da desincompatibilização
O governo informou que o prazo para desincompatibilização termina no sábado, 4 de abril. A estratégia é substituir ministros de saída por secretários-executivos, perfis técnicos com menor impacto político. O modelo já foi aplicado na Fazenda, com a nomeação de Dário Durigan para a pasta, substituindo Fernando Haddad.
Estima-se que a mudança reduza custos políticos e mantenha a operação pública estável durante o período eleitoral. A relação entre governo e base aliada permanece em avaliação, com foco na continuidade de serviços à população e na transparência do processo de transição.
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