- Lula afirmou que o Brasil está “montado para funcionar” após reorganização ministerial, mantendo a máquina sem novas contratações.
- O governo diz ter recriado ministérios ao assumir o governo, totalizando 38 pastas, sem ampliar quadros de funcionários.
- O prazo de desincompatibilização termina no sábado, 4 de abril; 20 ministros vão deixar os cargos para atividades relacionadas à campanha de outubro.
- A estratégia é substituir os ministros que saem por secretários-executivos, com perfil mais técnico e custo político menor.
- A declaração foi feita durante a última reunião ministerial no Palácio do Planalto com a formação atual da Esplanada.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o país está “montado para funcionar” ao apresentar a estrutura ministerial reconfigurada. A declaração ocorreu durante a última reunião ministerial no Palácio do Planalto, nesta terça-feira (31.mar.2026). Lula explicou que precisou recriar pastas sem contratar mais pessoas, por entender que o país foi montado para não funcionar.
A fala ocorreu no contexto de uma gestão que prioriza remanejamentos em vez de novas contratações. O governo ressaltou que 20 ministros deixarão os cargos até o sábado (4.abr) para cumprir atividades relacionadas às eleições de outubro. O movimento representa um recorde de saídas em mandatos recentes.
A estratégia calcada em substituições por secretários-executivos busca reduzir custos políticos e manter a máquina pública em funcionamento. O modelo já foi utilizado na Fazenda, com a troca de Haddad por Dario Durigan, em meio ao processo de preparação para o pleito.
Presenças na reunião ministerial
A lista abaixo reúne os ministros e secretários-executivos presentes na sessão:
- Alexandre Padilha, Saúde;
- Alexandre Silveira, Minas e Energia;
- Anielle Franco, Igualdade Racial;
- André de Paula, Pesca e Aquicultura;
- André Fufuca, Esporte;
- Bruno Moretti, Gabinete da Casa Civil;
- Camilo Santana, Educação;
- Carlos Fávaro, Agricultura e Pecuária;
- Celso Amorim, Assessoria Especial;
- Dario Durigan, Fazenda;
- Eloy Terena, Povos Indígenas;
- Esther Dweck, Gestão e Inovação em Serviços Públicos;
- Fernanda Machiaveli, Desenvolvimento Agrário;
- Frederico de Siqueira Filho, Comunicações;
- Marcos Amaro dos Santos, Gabinete de Segurança Institucional;
- George Santoro, Transportes;
- Geraldo Alckmin, Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços;
- Gleisi Hoffmann, Relações Institucionais;
- Guilherme Boulos, Secretaria-Geral;
- Gustavo Feliciano, Turismo;
- Jader Filho, Cidades;
- Jaques Wagner, líder do Governo no Senado;
- Janine Mello dos Santos, Direitos Humanos;
- João Capobianco, Meio Ambiente;
- Jorge Messias, Advocacia-Geral da União;
- José Múcio, Defesa;
- Leonardo Barchini, Educação;
- Luciana Santos, Ciência, Tecnologia e Inovação;
- LuizMarinho, Trabalho e Emprego;
- Macaé Evaristo, Direitos Humanos;
- Margareth Menezes, Cultura;
- Maria Laura da Rocha, Relações Exteriores;
- Marina Silva, Meio Ambiente;
- Márcia Lopes, Mulheres;
- Márcio França, Empreendedorismo;
- Miriam Belchior, Casa Civil;
- Paulo Cordeiro Perna, Esporte Amador;
- Paulo Teixeira, Desenvolvimento Agrário;
- Rachel Barros de Oliveira, Igualdade Racial;
- Renan Filho, Transportes;
- Rivetla Edipo Araujo Cruz, Pesca e Aquicultura;
- Rui Costa, Casa Civil;
- Sidônio Palmeira, Comunicação Social;
- Silvio Costa Filho, Portos e Aeroportos;
- Simone Tebet, Planejamento e Orçamento;
- Sônia Guajajara, Povos Indígenas;
- Tomé Barros Monteiro da Franca, Portos e Aeroportos;
- Vinícius de Carvalho, Controladoria-Geral da União;
- Waldez Góes, Integração e Desenvolvimento Regional;
- Wellington César, Justiça e Segurança Pública;
- Wellington Dias, Desenvolvimento e Assistência Social;
- Wolney Queiroz, Previdência Social.
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