- Lula enviou ao Senado a indicação de Jorge Messias para ocupar uma vaga no STF, anteriormente aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso.
- A análise ocorre na CCJ, com sabatina, e a decisão final depende da votação no plenário; se aprovado, Messias tomará posse em data ainda a ser definida.
- A vaga no STF ficou em aberto desde outubro, quando Barroso anunciou a aposentadoria após mais de doze anos na Corte.
- Jorge Messias é o atual advogado-geral da União, tem 45 anos, é natural de Pernambuco e ingressou no governo em 2023.
- O anúncio inclui o histórico de carreira pública de Messias, com passagens por órgãos do Executivo, BNDES, Banco Central e participação no governo desde a transição.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Senado Federal a indicação de Jorge Messias para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A mensagem foi encaminhada nesta terça-feira (31) e formaliza o pedido de sabatina na CCJ, seguida de votação no plenário. A nomeação depende de aprovação do Senado e, se confirmada, Messias tomará posse na Corte.
Barroso deixou a vaga em aberto em outubro, após anunciar a aposentadoria. Messias foi escolhido em novembro de 2025, mas a mensagem ao Congresso só foi enviada 130 dias depois. O envio abre oficialmente o processo de apreciação pela Câmara Alta, conforme a Constituição e o regimento.
Como funciona a indicação
O presidente envia a indicação ao presidente do Senado, com publicação no Diário Oficial. O documento segue para a CCJ, que indica um relator e elabora um relatório. A sabatina ocorre na comissão e, se aprovada, o parecer vai ao plenário em votação secreta.
O Senado analisa a indicação em votação secreta. A aprovação exige maioria absoluta, ou seja, 41 votos positivos. Concluída a avaliação, o resultado é enviado ao presidente da República para a assinatura do decreto. A posse ocorre em data a ser marcada pela Corte.
Perfil de Jorge Messias
Messias, 45 anos, natural de Pernambuco, é atual advogado-geral da União (AGU) desde 2023. Ingressou no governo Lula no início da terceira gestão e atua como braço jurídico da Presidência. Possui trajetória em órgãos como Banco Central e BNDES.
Formado em Direito pela UFPE, é mestre pela UnB. Já ocupou funções estratégicas no Executivo, como subchefe de Assuntos Jurídicos da Presidência e secretário de Regulação da Educação Superior no MEC. Também atuou como consultor nos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação.
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