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Presos ligados a facções criminosas sobem quase 70% em sete anos em MG

Prisões ligadas ao PCC e ao CV em Minas sobem 68% desde 2019, com lideranças atuando no estado e vínculos com tráfico internacional expostos por operações

Integração entre as polícias Civil, Militar e Penal é o diferencial de MG no combate ao crime organizado
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  • O número de detentos ligados ao PCC e ao CV em Minas passou de 1.900 em 2019 para cerca de 3.200 até março de 2026, um aumento de 68%.
  • 45 dos 50 alvos principais de Minas estariam no Rio de Janeiro, evidenciando a atuação de lideranças em território mineiro e a importância de operações integradas entre estados.
  • A estratégia de combate se concentra no aspecto financeiro das facções, consideradas essenciais para “asfixiá-las” economicamente.
  • O sistema prisional do estado, com 166 unidades e cerca de 82 mil presos, é a base de dados para o trabalho policial, apoiado por integração entre Civil, Militar e Penal e uso de inteligência pela Polícia Penal.
  • Há relação com o tráfico internacional: liderança na Bolívia ligada ao PCC e ao TDD foi presa, e um líder do PCC na região de Contagem foi capturado no Paraguai, demonstrando vínculos globais.

O número de detentos ligados a facções criminosas em Minas Gerais cresceu 68% entre 2019 e março de 2026, passando de cerca de 1.900 para aproximadamente 3.200. A mudança aponta para uma atuação cada vez mais consolidada do crime organizado no estado.

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) aponta a presença de PCC, CV e TCP no estado. A expansão se concentra na capital e na Região Metropolitana, com influência que ganhou arraigo em unidades prisionais mineiras.

Segundo o secretário Rogério Greco, grande parte das lideranças atua no Rio de Janeiro, devido a restrições durante a pandemia. Ele destacou que a estratégia mineira tem sido o combate financeiro das organizações para reduzir recursos.

Ações e estratégias de combate

Greco explicou que Minas foca no assoçamento financeiro das facções, com ações diárias integradas entre as polícias Civil, Militar e Penal. A proximidade entre as unidades facilita operações de captura e de infiltração para interceptar comunicações.

A Polícia Penal tem papel central na coleta de inteligência dentro das unidades, com apreensão de celulares e bilhetes. Em uma operação recente, cerca de 2.000 policiais penais participaram da coleta de informações em presídios.

Conexões internacionais e desdobramentos

A ligação com o tráfico internacional ficou evidente com a prisão de Douglas de Azevedo Carvalho, conhecido como Mancha, na Bolívia, articulando esforços com o PCC para o transporte de drogas a Europa e Ásia. Casos recentes mostram participação de líderes mineiros em redes globais.

Na semana anterior, Patrick Fernandes de Oliveira, considerado um dos criminosos mais perigosos de MG, foi capturado no Paraguai após anos de fuga. Ele teria liderado o PCC na região de Contagem, com atuação em Ribeirão das Neves.

Perspectiva institucional

Greco afirma que o estado mantém a supremacia de segurança, com atuação firme e contínua. A autoridade destaca que o enfrentamento envolve ações dentro do sistema prisional e operações de campo para neutralizar líderes e redes associadas.

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