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Quebra de sigilo na internet: itens em jogo com pauta do STF para abril

STF pode concluir julgamento sobre validade de ordens genéricas de quebra de sigilo de dados telemáticos, com impacto em casos semelhantes

Julgamento sobre quebra de sigilo na internet está previsto para 9 de abril
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  • O STF pode encerrar, ainda neste mês, o julgamento sobre limites para a quebra de sigilo de usuários da internet, com retorno da análise em 9 de abril.
  • O tema discute a possibilidade de a Justiça decretar a quebra de dados télematicos de forma genérica e não individualizada, com base em palavras‑chave pesquisadas (busca reversa).
  • O caso nasceu de recurso do Google contra decisão do Superior Tribunal de Justiça que autorizou a quebra de sigilo de pessoas que pesquisaram termos ligados à vereadora Marielle Franco, em 2018.
  • O ritmo de votos aponta para um placar corrente: dois votos a favor do recurso do Google, quatro votos pela validade da quebra sob condições, e um voto parcial a favor; a relatora Rosa Weber votou pelo provimento, o ministro Alexandre de Moraes votou contra, Cristiano Zanin acompanhou Moraes com ressalvas, Gilmar Mendes propôs restrições e Nunes Marques ficou em posição intermediária.
  • Além desse tema, a pauta de abril do STF inclui eleições diretas ou indiretas para governadores no Rio de Janeiro e a extensão de regras de nepotismo a cargos políticos, entre outros itens.

O STF pode definir, ainda em abril, limites para a quebra de sigilo de usuários da internet. O julgamento envolve a possibilidade de ordens genéricas, não individualizadas, com base em buscas por palavras-chave. O tema volta à pauta no dia 9 de abril.

O caso surgiu de um recurso do Google contra decisão do STJ que permitiu a quebra de sigilo de pessoas que pesquisaram termos ligados à vereadora Marielle Franco em 2018. A disputa envolve a legalidade de buscas reversas, que não identificam investigados antes da decisão judicial.

A repercussão é geral: o que sair da sessão valerá para casos semelhantes em instâncias inferiores. O julgamento pode moldar a atuação de tribunais em situações de coleta de dados telemáticos por palavras-chave.

Votos e desdobramentos

Faltam votos de Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Luiz Fux. Até o momento, há dois votos a favor do recurso do Google, quatro votos para validar a quebra sob condições e um voto a favor em parte.

Relatora, Rosa Weber votou pelo provimento do recurso, dizendo que o Marco Civil não autoriza ordens genéricas. André Mendonça divergiu, chamando a prática de pescaria probatória sem suspeita prévia.

Alexandre de Moraes votou contra o recurso, defendendo que a quebra é constitucional quando direcionada a um grupo determinável. Edson Fachin acompanha Moraes, sem ainda apresentar tese.

Cristiano Zanin concordou com Moraes em parte, reforçando a necessidade de proporcionalidade e suspeita fundamentada. Gilmar Mendes pediu limites, sugerindo uso apenas em casos excepcionais.

Nunes Marques adotou posição intermediária, defendendo regime rígido, com acesso progressivo e delimitação geográfica. Ele não defendeu proibição total da técnica.

Outros temas em pauta

Na mesma sessão, o STF analisa a eleição para mandato-tampão de governador no Rio, definindo se será direta ou indireta. Também está na pauta a extensão da vedação ao nepotismo para cargos políticos.

Outro tema trata da obrigatoriedade de informar o direito ao silêncio ao preso na abordagem policial. Também entram em pauta medidas sobre renda básica em casos de superendividamento e a prorrogação da desoneração da folha de pagamento.

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