- Em reunião ministerial, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, questionou Sidônio Palmeira se “o povo sabe” das entregas do governo.
- Rui apresentou slides com números favoráveis ao governo, sempre com comparação entre 2019 e 2022.
- O ministro enfatizou que o povo tem o direito de saber dos gráficos, reiterando a necessidade de comunicação.
- Sidônio Palmeira também discursou, mas o trecho não foi transmitido pelos canais oficiais do governo.
- Rui Costa deixará o cargo na quinta-feira (2) para concorrer ao Senado pela Bahia, em linha com o discurso do presidente Lula; a CNN Brasil procurou a Secom sem posição até o momento.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, usou a reunião ministerial desta terça-feira (31) para dirigir questionamentos ao colega Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência. O tema central foi a percepção pública sobre as entregas do governo.
Ao apresentar os números, Rui Costa utilizou slides com comparativos entre 2019 e 2022, buscando evidenciar resultados da gestão atual. O objetivo foi mostrar que a comunicação precisa destacar os impactos para a população, segundo o ministro.
Mais adiante, o ministro da Casa Civil reforçou a mensagem de transparência, enfatizando que a população tem o direito de conhecer os gráficos apresentados. Sidônio Palmeira também participou do debate, mas o trecho de sua fala não foi transmitido pelos canais oficiais.
Contexto recente
Na semana anterior, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia sinalizado críticas à imprensa por não divulgar ações do governo conforme desejava, sugerindo que uma apresentação em formato similar a um PowerPoint poderia facilitar a compreensão das ações. O presidente pediu aos militantes que atuassem como divulgadores das realizações do governo.
Lula também incentivou a construção de notícias próprias, reforçando a ideia de que as informações divulgadas pelos adversários costumam distorcer os fatos. A declaração foi feita durante agenda no Ministério da Educação, na segunda-feira (30).
A Secom foi procurada pela CNN Brasil para comentar o episódio, mas ainda não informou oficialmente uma posição sobre o conteúdo discutido na reunião.
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