- Rui Costa afirmou que a proposta de Flávio Bolsonaro para vencer as eleições é entregar as riquezas do Brasil a outro país, durante entrevista à GloboNews.
- Ele criticou o discurso de Flávio no CPAC, em Texas, no qual o senador disse que o Brasil é solução para reduzir a dependência dos Estados Unidos da China em minerais críticos.
- Costa disse que essa proposta seria endossar eventual intervenção dos Estados Unidos no Brasil, sugerindo que esse seria o centro do programa de governo.
- O ministro, ligado ao PT, deixará o governo para disputar uma vaga de senador pela Bahia.
- Levantamento da Paraná Pesquisas, divulgado na segunda-feira, aponta Lula e Flávio tecnicamente empatados no 1º e no 2º turnos.
O ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa,criticou nesta terça-feira 31 de março de 2026 as falas do senador Flávio Bolsonaro sobre a possibilidade de abrir áreas de terras raras do Brasil para os Estados Unidos. Em entrevista à GloboNews, Costa disse que a proposta do candidato à Presidência seria entregar riquezas nacionais a outro país, o que classificou como um risco à soberania.
Flávio Bolsonaro, pré-candidato pelo PL, ganhou notoriedade ao participar da CPAC no Texas, nos Estados Unidos, no fim de semana anterior. Durante o evento, ele afirmou que o Brasil pode reduzir a dependência dos EUA da China em minerais estratégicos, com ênfase em terras raras. A declaração foi alvo de críticas de Rui Costa, que vê o discurso como uma defesa de intervenção externa.
Rui Costa deixa o governo para concorrer a senador pela Bahia. Em relação à campanha de Lula, o ministro afirmou que não há registro de estratégias de comunicação oficiais envolvendo outros candidatos. O comentário ocorre em meio a movimentos do cenário eleitoral brasileiro e ao monitoramento de pesquisas.
Contexto político e pesquisas
Em levantamento da Paraná Pesquisas divulgado na segunda-feira 30 de março, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados para o primeiro e o segundo turnos, segundo a metodologia da sondagem. A pesquisa reflete o recente crescimento de Flávio nas intenções de voto, citado pelos aliados do atual governo como fator relevante no jogo eleitoral.
Rui Costa também comentou o tema durante a entrevista, destacando que a estratégia de campanha de reeleição de Lula recebe avaliações de campo distintas, sem uma coorte unificada de ações entre diferentes adversários. A situação eleitoral permanece em movimento, sem definições formais de alianças para o pleito deste ano.
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