- Daniel Vorcaro, ex-danqueiro do Banco Master, recebeu a segunda visita do pai e a mãe nesta terça-feira, enquanto negocia delação premiada com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República.
- Ele foi transferido, no dia 19 de março, para a Superintendência da PF em Brasília, onde passa por tratativas de delação; antes, estava em presídio federal de segurança máxima.
- A família pode ter visitado pela primeira vez na semana passada; nesta terça, chegaram por volta das 10h e saíram pouco depois das 11h.
- A defesa trabalha na construção dos temas a serem apresentados na delação e já sinaliza interesse em incluir cláusula de proteção para a família, visto que o pai e a irmã são alvo de investigação.
- Se a PF e a PGR aceitarem manter o pai e a irmã livres de acusações no acordo, ainda há a possibilidade de exigir que admitam crimes, o que pode atrasar as negociações; prazo estimado é de cerca de quarenta e cinco dias para apresentar o escopo inicial.
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, responsável pelo extinto Banco Master, recebeu nesta terça-feira a segunda visita de seus pais desde a prisão, no início do mês, onde responde a acusações ligadas à gestão financeira da instituição. A visita ocorreu na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
Detido inicialmente em um presídio federal de segurança máxima, Vorcaro foi transferido no dia 19 de março para a PF em Brasília para negociar um acordo de delação premiada com a PF e a PGR. A mudança de local ocorreu após a prisão inicial.
Os pais do investigado, Henrique Vorcaro e Aline Vorcaro, estiveram no local pela primeira vez na semana passada e voltaram nesta terça. Eles chegaram por volta das 10h e permaneceram até pouco depois das 11h.
Avanços da delação
A visita ocorre no contexto de tratativas para a delação premiada. Vorcaro tem discutido com a defesa os temas que devem compor o acordo e as condições de possível colaboração com as autoridades.
A defesa já sinalizou a intenção de obter proteção para familiares no acordo, citando suspeitas de que pai e irmã teriam sido atingidos por investigações ligadas a desvios no Banco Master. A presença de proteção dependerá do avanço das negociações.
A família, segundo interlocutores, trabalha para que o pai não seja incluído como delator, alegando não ter participação em delitos. Se a PGR e a PF exigirem a admissão de crimes, isso pode influenciar o ritmo das negociações.
Critérios para o acordo apontam que, em até 45 dias, o escopo inicial deverá ser apresentado às autoridades. A partir daí, seriam negociadas condições como eventual cumprimento de pena e devolução de recursos aos cofres públicos.
Entre na conversa da comunidade