- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que está “absolutamente” considerando deixar a Otan, citando a recusa dos europeus em enviar navios para desbloquear o estreito de Ormuz.
- Trump disse à Reuters que faria um discurso à nação no final do dia em que expressaria seu desgosto com a Otan e a possibilidade de sair da aliança.
- O secretário de Defesa, Pete Hegseth, não reforçou o compromisso dos EUA com a defesa coletiva da Otan, aumentando a ansiedade entre os aliados.
- Reações vieram de França, Polônia e Alemanha, com diferenças de posição sobre a atuação da Otan e a defesa mútua; Espanha afirmou ter fechado seu espaço aéreo para aviões dos EUA usados contra o Irã, enquanto França e Itália destacaram políticas padrão.
- A guerra entre EUA e Irã e tensões sobre a Groenlândia contribuem para o ambiente de incerteza, com preocupações de que declarações de Trump possam fragilizar o Artigo cinco e a coesão da aliança.
O presidente dos EUA, Donald Trump, sinalizou a possibilidade de retirar os Estados Unidos da Otan, elevando as tensões com aliados europeus. A declaração foi feita na véspera de um discurso à nação, em que ele afirmou estar discutindo com firmeza essa possibilidade. Os comentários ocorreram após a recusa de alguns membros europeus em apoiar ações militares dos EUA no estreito de Ormuz.
Trump afirmou à Reuters que iria mencionar, no discurso, o seu descontentamento com a aliança. Questionado sobre a saída, disse estar absolutamente considerando a medida. A fala intensificou debates já em curso sobre o papel da Otan e o compromisso de defesa coletiva prevista no Artigo 5.
A reação inicial veio de países europeus de peso na aliança. A França, questionada sobre o assunto, destacou que a Otan é uma aliança de segurança euro-atlântica e não deve ser usada para operações no Oriente Médio. Outras concessões oficiais reforçaram que não houve mudança na política de cooperação.
Na Polônia, o ministro da Defesa pediu calma e ressaltou a importância dos EUA para a Otan, enfatizando a necessidade de manter a estabilidade entre os aliados. O governo alemão afirmou continuar comprometido com a Otan, sem comentar o assunto de forma direta. O Reino Unido sinalizou que atuará conforme os interesses do país, independentemente de ruídos.
A tensão ocorre em meio ao contexto da guerra entre EUA e Irã, que já afetou a cooperação de defesa na região. Autoridades europeias acompanham com cautela os desdobramentos das negociações entre EUA, Rússia e Ucrânia, bem como as discussões sobre alianças estratégicas e medidas de apoio mútuo entre os membros da Otan.
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