- A ex-ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, afirmou que “nem o assédio, nem a mentira” vão apagar o brilho de uma mulher, durante a despedida do ministério.
- Ela deixou o cargo para cumprir uma missão dada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e deve disputar uma vaga de deputada federal pelo Rio de Janeiro.
- A sucessora é Rachel Barros, doutora em sociologia pela UERJ e ativista dos direitos humanos, que afirmou a necessidade de combate à mentira.
- O pronunciamento ocorre menos de 24 horas após o ex-ministro dos Direitos Humanos Silvio Almeida divulgar vídeo em defesa das acusações de assédio feitas contra Anielle.
- A Procuradoria-Geral da República denunciou Silvio Almeida ao Supremo Tribunal Federal por importunação sexual contra Anielle Franco; ele já havia sido indiciado pela Polícia Federal.
Anielle Franco deixa o Ministério da Igualdade Racial após anunciar candidatura de deputada federal pelo Rio de Janeiro. A solenidade ocorreu nesta quarta-feira, durante a transmissão do cargo à secretária-executiva da pasta, Rachel Barros. A fala da ex-ministra teve tom de afirmação de que perseguições não apagarão o brilho de uma mulher.
Anielle afirmou que entrou no cargo com a cabeça erguida e sai da mesma forma, destacando que a verdade prevalece. Ela justificou a saída pela missão confiada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que a candidatura é parte desse propósito.
A sucessora no cargo é Rachel Barros, doutora em sociologia pela UERJ e ativista dos direitos humanos. Em seu primeiro discurso, Barros enfatizou a luta contra a mentira na democracia e a necessidade de enfrentar ataques como misoginia e racismo.
O episódio ocorre pouco menos de 24 horas após Silvio Almeida, ex-ministro dos Direitos Humanos, divulgar um vídeo em que se defende de acusações de assédio. Ele afirma ter sido alvo de uso político para afastá-lo da vida pública.
A Procuradoria-Geral da República denunciou Silvio Almeida ao STF por importunação sexual contra Anielle Franco. O procurador-geral Paulo Gonet informou que as provas, conforme a investigação, sustentam a acusação contra o ex-ministro.
Almeida já havia sido indiciado pela Polícia Federal por importunação contra Anielle Franco e também contra a professora Isabel Rodrigues. Ele disse que não teve oportunidade de defesa durante o inquérito e que agora poderá se defender judicialmente.
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