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Chá de cadeira de Jorge Messias pode bater recorde entre indicados ao STF

Chá de cadeira de Jorge Messias pode bater recorde entre indicados ao STF, com 132 dias desde o anúncio e sabatina ainda sem data no Senado

O ministro da AGU, Jorge Messias, foi confirmado por Lula ao STF
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  • Messias aguardou 132 dias desde o anúncio pelo Planalto, em substituição a Barroso, com indicação feita em novembro de 2025.
  • O chá de cadeira pode ser o maior da história do Senado, ainda sem sabatina nem votação no plenário.
  • O recorde anterior pertence a André Mendonça, que esperou 142 dias entre o anúncio e a sabatina.
  • Tempo de espera entre indicações aos ministros varia bastante: Mendonça 142 dias; Gilmar Mendes, Edson Fachin, 27 dias; Cristiano Zanin, 20 dias; Flávio Dino, 16 dias; Alexandre de Moraes, 15 dias; Cármen Lúcia, Dias Toffoli e Nunes Marques, 12 dias; Luiz Fux, 6 dias.
  • Atrasos: Mendonça foi escolha de Davi Alcolumbre para segurar a sabatina; Messias teve envio da mensagem apenas no último dia de março, com governo buscando apoio no Senado e acertos entre Alcolumbre e Otto Alencar para definir a sabatina.

O chá de cadeira do advogado-geral da União, Jorge Messias, pode se tornar o mais longo da história do Senado, caso a sabatina e a votação no plenário demorem a definir a condução dele ao STF. A indicação foi anunciada pelo Planalto em novembro de 2025, para substituir Luís Roberto Barroso.

Até o momento, passaram 132 dias desde o anúncio. O recorde atual é de André Mendonça, cuja sabatina ocorreu 142 dias após o anúncio, em 2021. A diferença de tempo é relevante para medir a duração do processo.

Escolha do Planalto x atraso na sabatina

O atraso de Mendonça decorreu de decisão da presidência do Senado, que manteve a sabatina demorada. No caso de Messias, o atraso foi causado pelo próprio governo, que só encaminhou a confirmação ao Congresso no último dia de março. A estratégia visou evitar um aval político difícil e ganhar espaço para negociações.

A avaliação do Planalto é de que a resistência ao nome diminuiu durante a espera. Lula manteve conversas com o presidente da CCJ, Davi Alcolumbre, e o AGU pretende manter diálogo com senadores para angariar apoio. A definição de data depende de acertos entre Alcolumbre e Otto Alencar, atual presidente da CCJ.

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