- A reunião ministerial de terça-feira (31) expôs tensões internas no governo a seis meses das eleições.
- O ministro da Casa Civil, Rui Costa, cobrou publicamente o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidonio Palmeira, sobre as entregas do governo.
- Costa questionou se o povo sabe das entregas, sinalizando críticas à estratégia de comunicação da SECOM.
- O episódio ocorre enquanto Rui Costa se prepara para disputar o Senado pela Bahia e Sidonio Palmeira pode assumir a coordenação da campanha.
- Áudios da reunião registraram José Múcio dizendo ter feito mais que o Ministério das Mulheres todinho, evidenciando desgaste entre pastas.
Em reunião ministerial realizada na terça-feira, 31, em Brasília, o governo mostrou fissuras internas a seis meses das eleições. O episódio ocorreu durante a apresentação de balanço da gestão, com foco nas entregas do governo.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, cobrou publicamente o chefe da Comunicação Social da Presidência, Sidonio Palmeira, sobre a divulgação das ações governamentais. A cobrança ocorreu de forma direta, durante o encontro.
Costa questionou se o povo sabe das entregas realizadas, sinalizando crítica à estratégia de comunicação da SECOM. A discussão sinaliza tensões entre duas lideranças importantes da gestão, ambas com raízes na Bahia.
Divergências entre pastas
A tensão extrapolou a dupla de titulares. Registros de áudio da reunião indicam comentários do ministro da Defesa, José Múcio, comparando atuações entre ministérios e destacando diferenças entre áreas com foco distintos. Esse registro reforça o desgaste entre governos.
Analista político comenta que a percepção interna é de que a população não recebe mensagens suficientes sobre projetos. A leitura é de que falhas de comunicação podem impactar a avaliação do governo e do presidente Lula.
O cenário acontece em meio à iminente saída de Rui Costa para disputar o Senado na Bahia, com expectativa de que Sidonio Palmeira migre para coordenar a campanha. Palmeira liderou o marketing da disputa de 2022.
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