- O senador Fabiano Contarato cancelou a sessão da CPI do Crime Organizado marcada para esta quarta (1º), que ouviria Leonardo Augusto Palhares.
- Palhares é apontado pela Polícia Federal como operador financeiro de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, responsável por gerenciar propinas a servidores do Banco Central.
- O esquema envolvia a Varajo Consultoria, usada para pagar propinas a dois servidores de alto escalão do Banco Central, que repassavam informações privilegiadas a Vorcaro.
- A milícia digital citada nas investigações, chamada de “A Turma”, era um grupo de mensagens em que Vorcaro ordenava ações; Palhares é acusado de pagar cerca de R$ 1 milhão por mês para sustentar a rede.
- A Fundação Solar, ONG gerida por Palhares, é alvo de suspeitas de servir como veículo para movimentações financeiras do grupo; a sessão incluiria ainda o presidente do Coaf, Ricardo Saadi, cujo cancelamento não teve motivo informado.
O senador Fabiano Contarato cancelou a sessão da CPI do Crime Organizado marcada para esta quarta-feira (1º). A oitiva iria ouvir Leonardo Augusto Palhares, empresário apontado pela Polícia Federal como operador financeiro de Daniel Vorcaro. Palhares é acusado de movimentar propinas a servidores do Banco Central para obter informações privilegiadas.
Segundo as investigações, Palhares gerenciava a Varajo Consultoria, empresa usada para pagar propinas a dois servidores de alto escalão do Banco Central. Os pagamentos teriam como objetivo obter orientações estratégicas para favorecer Vorcaro, identificado como líder de uma organização criminosa associada ao ex-dono do Banco Master.
A terça-feira de depoimentos também previa a participação de outros atores. Entre eles, o presidente do Coaf, Ricardo Saadi, convidado para esclarecer táticas de combate à lavagem de dinheiro. O motivo exato docancelamento não foi divulgado pela presidência da CPI.
O que aconteceu e quem está envolvido
Leonardo Palhares é descrito pela PF como operador financeiro de Daniel Vorcaro. A investigação aponta que ele gerenciava pagamentos de propinas via a Varajo Consultoria e utilizava estruturas empresariais para ocultar recursos ilícitos.
Como funcionava o esquema no Banco Central
Os investigadores apontam repasse de informações privilegiadas por parte de servidores do BC em troca de propina. Aponte-se que servidores de alto escalão teriam recebido recursos para orientar Vorcaro perante autoridades regulatórias.
A milícia digital e a ONG Fundação Solar
A chamada milícia digital, citada nas apurações como A Turma, seria coordenada por Vorcaro. Palhares é apontado como operador de pagamentos mensais que sustentariam a rede, com valores estimados em torno de R$ 1 milhão por mês.
Persistência de estruturas financeiras e o papel da ONG
A Fundação Solar, gerida por Palhares, é associada a Vorcaro e à sua filha, em idade menor. A ONG é alvo de suspeitas de ser veículo para movimentar recursos do grupo, mantendo contas no Banco Master durante a crise da instituição financeira.
Outras pessoas previstas para depor
Além de Palhares, a CPI pretendia ouvir o presidente do Coaf, Ricardo Saadi, para esclarecer estratégias de combate à lavagem de dinheiro. A presidência da comissão não divulgou o motivo do cancelamento das audiências.
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