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Governo troca dois ministros em novos remanejamentos antes das eleições

Marina Silva e Renan Filho deixam ministérios para disputar cargos em outubro; Capobianco e Santoro assumem, ampliando desincompatibilização até 4 de abril

Brasília (DF), 01/04/2026 - A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, participa do lançamento do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio), que marca uma virada na estratégia de desenvolvimento do país ao posicionar a biodiversidade como ativo econômico. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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  • Marina Silva deixa o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima; João Paulo Capobianco assume o posto.
  • Renan Filho deixa o Ministério dos Transportes; George Palermo Santoro assume o cargo.
  • Marina pode concorrer ao Senado pelo estado de são paulo; Renan pretende concorrer ao governo de alagoas.
  • Exonerações foram publicadas em edição extra do Diário Oficial da União em 1º de abril de 2026.
  • Ao todo, dezoito dos trinta e sete ministros já deixaram os cargos para disputar as eleições; desincompatibilização vence em 4 de abril.

O governo federal informou a exoneração de dois ministros nesta quarta-feira (1º), em edição extra do Diário Oficial da União. Marina Silva deixa o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, e Renan Filho deixa o Ministério dos Transportes. As demissões visam atender à regra de desincompatibilização para as eleições de outubro.

Marina Silva deve disputar o Senado pelo estado de São Paulo, enquanto Renan Filho pretende concorrer ao governo de Alagoas. Marina já governou Alagoas, o que ajuda a entender o cenário político envolvido nas eleições.

No Meio Ambiente, quem assume é João Paulo Capobianco, secretário-executivo da pasta e braço direito de Marina. Nos Transportes, assume George Palermo Santoro, também secretário-executivo e segundo na hierarquia.

Mudanças administrativas e prazo eleitoral

A desincompatibilização exige afastamento de cargos públicos até seis meses antes das eleições, prazo que vence no dia 4 de abril. A regra busca evitar uso de recursos públicos para vantagens eleitorais.

Ao todo, aproximadamente 18 dos 37 ministros do presidente Lula já deixaram seus cargos para disputar vagas. A medida envolve ainda magistrados, secretários estaduais e dirigentes de entes públicos.

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