- O presidente Lula disse que o governo vai punir responsáveis por aumentos abusivos nos combustíveis e que a fiscalização será intensificada com apoio da Polícia Federal e de órgãos de defesa do consumidor.
- Em entrevista, afirmou: “vamos ter que colocar alguém na cadeia” e que irá à estrada, a postos e às distribuidoras para cobrar o repasse de queda de preço pela Petrobras.
- A alta dos combustíveis, segundo Lula, está ligada à guerra no Irã e no Oriente Médio; o Brasil importa cerca de 30% do diesel consumido e o aumento ocorre “no mundo inteiro”.
- O governo zerou tributos federais sobre o diesel e criou uma subvenção de R$ 0,32 por litro, com custo total do pacote anunciado em 12 de março estimado em R$ 30 bilhões.
- O presidente destacou que a ação difere da política adotada no governo de Jair Bolsonaro, que fez cortes de tributos para reduzir preços, e citou críticas à privatização da BR Distribuidora, apontando que isso dificulta o controle de preços.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira, 1º de abril de 2026, que o governo vai punir responsáveis por aumentos abusivos nos combustíveis. A fiscalização será ampliada com apoio da Polícia Federal e de órgãos de defesa do consumidor para conter distorções na cadeia de distribuição.
Segundo Lula, o reajuste está ligado ao cenário internacional, especialmente à escalada envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, que afeta o abastecimento de diesel. O chefe do Executivo disse que o Brasil importa cerca de 30% do diesel consumido e que o aumento ocorre em nível mundial.
Ainda de acordo com o presidente, há um acordo entre União e estados para reduzir o ICMS sobre combustíveis. A meta é evitar que tensões internacionais elevem os preços sem prejudicar a arrecadação. Lula afirmou que a guerra internacional não pode ser usada como desculpa para alta de preços.
A fala alusiva a medidas preventivas tem como base o pacote anunciado pelo governo, que zerou tributos federais sobre o diesel e criou uma subvenção de 0,32 reais por litro. O custo estimado do pacote é de 30 bilhões de reais.
Em relação às políticas de gasto, Lula destacou diferenças em relação ao governo anterior, ressaltando que as ações atuais não visam comprometer a arrecadação de forma estrutural e buscam reduzir preços sem causar desequilíbrio fiscal.
Ao falar sobre a atuação de agentes públicos, o presidente mencionou a atuação integrada entre governo, setores regulados e fiscalização para evitar abusos na atuação de distribuidoras e refinarias, mantendo o foco na difusão de preços mais próximos do praticado no mercado.
Entre na conversa da comunidade