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Novo CEO de Belo Monte encara desafio do hidrograma

Novo CEO da Norte Energia assume em meio à definição do hidrograma de Belo Monte, com impactos potenciais na geração, custos e segurança energética

Belo Monte
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  • A Norte Energia empossou Luiz Eduardo Osorio como CEO, substituindo Paulo Roberto Ribeiro Pinto, que liderava a empresa desde 2017.
  • O tema do hidrograma do rio Xingu, que define o fluxo de água e pode impactar a geração de Belo Monte, esteve na pauta do CNPE, mas a discussão foi adiada.
  • Osorio é advogado com experiência em relações governamentais, já passou por Raízen, CPFL Energia e Vale, e hoje atua no conselho da Energisa.
  • A licença de operação de Belo Monte prevê alternar entre dois hidrogramas, A e B; o regime atual venceu em 2025 e ainda não há definição de funcionamento futuro.
  • Belo Monte é a maior usina 100% brasileira, com 11,2 gigawatts de capacidade e investimentos superiores a R$ 35 bilhões; alterações no hidrograma podem afetar geração, custos e consumidores.

A Norte Energia anunciou a nomeação de Luiz Eduardo Osorio como novo CEO da empresa, responsável pela hidrelétrica de Belo Monte. A mudança ocorre em um momento estratégico, com o governo avaliando o futuro do hidrograma que regula o fluxo de água no rio Xingu.

Osorio chega com experiência em relações governamentais e atuação em companhias do setor elétrico. Ele substitui Paulo Roberto Ribeiro Pinto, à frente da Norte Energia desde 2017, que passa a integrar outras lideranças do setor.

O governo discute, ainda sem decisão, como ficará o regime de operação de Belo Monte. A definição pode impactar geração de energia, receita da empresa e despesas para o consumidor. A pauta chegou a passar pelo CNPE, mas foi adiada.

Novo CEO e contexto institucional

A North Energia tem como principais acionistas a AXIA Energia, Cemig e Vale, além de participação de fundos de pensão e outras empresas. Osorio já ocupou cargos de liderança em Raízen, CPFL Energia e Vale, além de integrar o conselho da Energisa.

O contrato de operação de Belo Monte prevê dois hidrogramas, A e B. O regime B é mais restritivo, e o prazo de transição encerrou-se em 2025. Hoje, discute-se se o parque deve manter o modelo atual ou adotar alterações.

O Ministério de Minas e Energia defende manter o hidrograma vigente para manter previsibilidade e segurança do sistema elétrico. Ambientalistas apontam impactos na Volta Grande caso a vazão seja reduzida.

Hidrograma e impactos regulatórios

Em 2019, o Ibama recomendou um hidrograma alternativo e mais restritivo para Belo Monte, para reduzir danos ambientais. Um acordo com o Ibama permitiu operação com o hidrograma B após acordo judicial.

A governança de Belo Monte envolve também o cumprimento de compromissos assumidos com o Ibama. Investimentos totais da usina superam R$ 35 bilhões, e a capacidade instalada é de 11,2 GW, a maior hidrelétrica 100% brasileira.

Caso haja restrições operacionais, empresas acionistas podem sentir impactos em geração, segurança energética e custos ao consumidor. O Tribunal de Contas da União recomenda que esses efeitos sejam avaliados antes de qualquer decisão final.

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