- PF deflagrou operação no Maranhão mirando dois desembargadores do TJMA e dois juízes, com 25 mandados de busca e apreensão.
- Foram apreendidos 1 helicóptero e 20 carros, totalizando veículos avaliados em R$ 13,5 milhões.
- Além dos veículos, a ação resultou em apreensões de 26 smartphones, bolsas e joias, avaliados em cerca de R$ 500 mil.
- Dois desembargadores foram afastados; houve ainda afastamentos de servidores, proibição de acesso ao TJMA e monitoramento de seis investigados.
- O inquérito apura corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com indícios de direcionamento de decisões em litígio agrário e movimentações financeiras suspeitas.
A Polícia Federal deflagrou uma ação no Maranhão que mira dois desembargadores do Tribunal de Justiça do Maranhão e dois juízes do estado. A operação resultou na apreensão de um helicóptero e de 20 carros, avaliados somadamente em cerca de R$ 13,5 milhões. Além disso, foram apreendidos 26 smartphones, bolsas e joias estimadas em mais de R$ 500 mil.
Ao todo, a PF cumpriu 25 mandados de busca e apreensão no inquérito que investiga corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O objetivo é apurar suposto direcionamento de decisões judiciais envolvendo uma litislação agrária de alto valor.
A ação envolve gabinetes do TJMA, escritórios de advocacia e empresas, conforme relatório das autoridades. As medidas foram determinadas pelo STJ, a pedido da PF, para avançar nas investigações.
De acordo com as apurações, o esquema envolveria magistrados, assessores e outros servidores, com o objetivo de beneficiar uma parte em litígio, mediante vantagens indevidas. A apuração aponta ainda indicativos de movimentações financeiras atípicas e de ocultação de origem dos recursos.
Entre as medidas de restrição, está a prisão preventiva do principal operador, o afastamento de outros servidores do tribunal e a proibição de acesso ao TJMA. Seis investigados ficarão sob monitoramento eletrônico.
Também foi determinado o bloqueio e o sequestro de bens até o valor de R$ 50 milhões, de forma solidária entre os principais envolvidos. O objetivo é garantir eventual reparação de danos e continuidade das investigações.
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