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PF investiga empresário por pagamento de 4.500 para dados de ministros do STF

Operação Exfil: PF prende empresário suspeito de liderar esquema que acessou dados de ministros do STF e vendia CPFs, com pagamentos de R$ 4.500

Moraes autorizou PF a cumprir mandados de busca e apreensão
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  • A Polícia Federal realizou a segunda fase da Operação Exfil nesta quarta-feira, com um mandado de prisão e seis de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo, autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes.
  • Investigação apura acessos ilegais aos sistemas da Receita Federal e venda de informações privadas de ministros do STF e parentes.
  • Um empresário, suspeito de ser o mandante, teria fornecido listas de CPFs e feito pagamentos em espécie de R$ 4.500 para obter as declarações fiscais ilícitas.
  • Moraes autorizou a quebra de sigilo telemático dos aparelhos apreendidos para identificar negociações e possíveis reiterações do crime.
  • Foram acessados dados de 1.819 contribuintes, incluindo pessoas ligadas a ministros do STF, do TCU, deputados, ex-senadores, ex-governadores, dirigentes de agências reguladoras e empresários, em uma suposta cadeia de intermediação com servidores, vigilantes e despachantes.

A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Exfil nesta quarta-feira (1°). O objetivo é apurar acessos ilegais a informações fiscais de ministros do STF e de seus parentes. Os agentes cumpriram mandado de prisão e seis de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Segundo a PF, os alvos são suspeitos de invadir sistemas da Receita Federal para vender informações privadas de ministros. Entre os indícios, houve pagamento de valores em espécie e fornecimento de CPFs para obtenção de declarações fiscais.

Um empresário, apontado como mandante, teria repassado listas de CPFs e realizado pagamentos de R$ 4.500 para receber dados obtidos irregularmente. Também houve autorização para quebra de sigilo telemático dos aparelhos apreendidos.

Desdobramentos da investigação

A operação aponta uma “cadeia de intermediação estruturada” com participação de servidores públicos, vigilantes, despachantes e intermediários. Dados de 1.819 contribuintes teriam sido acessados, incluindo pessoas ligadas a ministros, autoridades públicas e empresários.

A primeira fase ocorreu em fevereiro e atingiu funcionários da Receita e auditores do órgão. Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, os investigados cumprem medidas cautelares, como tornozeleira eletrônica, afastamento e proibição de saída do país.

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