- A Polícia Federal realizou, nesta quarta-feira, a nova fase da operação Exfil, com uma prisão preventiva e seis mandados de busca no Rio de Janeiro e em São Paulo, para apurar vazamento de dados de ministros do STF e familiares.
- A investigação aponta acesso ilegal aos sistemas da Receita Federal para coletar informações fiscais de autoridades, familiares e do procurador-geral Paulo Gonet, que teriam sido vendidos.
- Na primeira fase, em 17 de fevereiro, foram decretadas medidas contra quatro investigados: Ricardo Mansano de Moraes, Ruth Machado dos Santos, Luciano Pery Santos Nascimento e Luiz Antônio Martins Nunes, com rendimentos pagos em dezembro de 2025.
- Entre as medidas cautelares estão monitoramento por tornozeleira eletrônica, afastamento de função pública, cancelamento de passaportes e proibição de saída do país; o inquérito segue relacionado ao caso de fake news em sigilo desde 2019.
- O episódio integra a apuração sobre vazamentos de dados de autoridades envolvendo a Receita Federal e o Coaf, com Moraes solicitando explicações sobre quem acessou informações fiscais e quando.
A Polícia Federal prendeu um suspeito e cumpriu mandados de busca nesta quarta-feira, 1º de abril de 2026, no Rio de Janeiro e em São Paulo. A nova fase da operação Exfil mira o vazamento e a venda de informações fiscais de ministros do Supremo Tribunal Federal e de familiares. A ordem partiu do ministro Alexandre de Moraes.
Ao todo, houve 1 prisão preventiva e 6 buscas autorizadas. Os agentes trabalham com a hipótese de acesso ilegal aos sistemas da Receita Federal para coletar dados fiscais de autoridades e do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Os investigados teriam comercializado esses dados sigilosos.
Na primeira fase, realizada em 17 de fevereiro, o STF identificou acessos irregulares sem finalidade justificada e impôs medidas de cautela a quatro investigados. Entre eles estão servidores da Receita Federal e trabalhadores ligados ao Serpro, com diferentes vínculos de função e salários.
Entenda o Caso
A operação integra a apuração de vazamentos de dados de autoridades da Receita Federal e do Coaf, relacionada ao inquérito das chamadas fake news, aberto em 2019 e ainda em sigilo. Moraes determinou que órgãos fiscais apresentem explicações sobre quem acessou as informações e quando.
As medidas cautelares podem incluir monitoramento por tornozeleira eletrônica, afastamento de funções públicas, cancelamento de passaportes e proibição de saída do país. O inquérito pode exigir novas perícias e eventual quebra de sigilo telemático.
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