- O advogado-geral da União, Jorge Messias, formalizou nesta quarta-feira a indicação ao STF e enviou carta ao Senado.
- Ele destacou valores como fé, família, trabalho e ética, mencionando ser filho de pais cristãos e integrante da Igreja Batista.
- Messias defendeu a separação dos Poderes e distanciamento institucional, citando atuação na AGU para resolver emendas parlamentares e desoneração da folha como exemplo de perfil conciliador.
- Já recebeu apoio público do ministro André Mendonça; o ministro Flávio Dino optou pelo silêncio sobre a indicação.
- O rito no Senado prevê sabatina na CCJ, presidida por Otto Alencar; se aprovado, depende de pelo menos 41 votos no plenário, com cronograma escolhido pelo presidente do Senado e possível relator Weverton Rocha.
O advogado-geral da União, Jorge Messias, formalizou nesta quarta-feira (1º) sua indicação ao STF, em carta ao Senado. O nome é apresentado pelo presidente Lula, visando ocupar a vaga aberta no tribunal.
Messias destacou valores que guiarão sua atuação: fé, família, trabalho e ética no serviço público. Ele também mencionou ser filho de pais cristãos e membro da Igreja Batista, sinalizando alinhamento com a bancada religiosa.
O indicado defendeu a separação dos Poderes e o distanciamento institucional. Citou sua atuação na AGU para resolver conflitos sobre emendas parlamentares e desoneração da folha como traços de postura conciliadora.
Trâmite no Senado
A indicação segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), sob a condução do senador Otto Alencar. Após leitura do relatório, haverá sabatina e prazo para a análise do parecer.
Se aprovado pela CCJ, Messias terá de obter pelo menos 41 votos no plenário. A depender do ritmo do Senado, o avanço pode enfrentar questões políticas locais.
Apoio e contexto
O ministro André Mendonça já sinalizou apoio público ao nome, dado o seu perfil evangélico e passagem pela AGU. O ministro Flávio Dino, concorrente anterior, manteve silêncio sobre o tema, citando controvérsia atual.
A depender do cronograma do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o processamento pode variar. O relator escolhido para a sabatina deve ser o senador Weverton Rocha, envolvido em operações policiais recentes, o que adiciona complexidade ao processo.
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