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Secretário de Segurança de SP diz que polícia não foi laxista no Caso Gisele

Secretário de Segurança de São Paulo afirma que não houve erro na investigação do Caso Gisele e anuncia processo para afastar o tenente-coronel Geraldo Neto

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  • O atual secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou em entrevista que não houve erro na investigação do Caso Gisele.
  • Geraldo Neto, tenente-coronel, foi preso suspeito de assassinar a esposa, Gisele Alves; o caso passou de suicídio para morte suspeita após relatos de violência doméstica.
  • Nico disse ter assinado, na terça-feira, a instauração de um processo para retirar Geraldo Neto da condição de oficial, qualificando-o como indigno ao oficialato.
  • Ele ressaltou que a experiência no front o ajuda a gerir a pasta e que não tem objetivo político, buscando transmitir segurança e atender às necessidades operacionais.
  • O secretário defende maior cooperação entre forças militares e civis e destacou o fortalecimento de ações contra crime cibernético diante da migração do crime para o digital.

Osvaldo Nico Gonçalves, atual secretário de Segurança Pública de São Paulo, concedeu uma entrevista exclusiva ao Link News nesta quarta-feira. Em pauta, a atuação da polícia nas investigações do Caso Gisele, que envolve o tenente-coronel Geraldo Neto. A entrevista ocorreu no contexto de mudanças na gestão da pasta.

Geraldo Neto foi preso sob suspeita de ter envolvimento no assassinato da esposa, a policial Gisele Alves. O caso começou sendo tratado como suicídio, mas posteriormente passou a constar como morte suspeita, após família relatar episódios de violência doméstica.

O secretário afirmou que não houve erro nas apurações e que ninguém se intimidou pela patente dele. Também informou ter instaurado, na terça-feira, um processo para afastar o oficial de suas funções, considerando-o indigno ao oficialato.

Nico ressaltou que sua experiência no serviço de campo facilita a compreensão das operações e das necessidades de segurança. Disse que não possui objetivos políticos, mantendo foco na gestão e na proteção à população.

Ele destacou a importância da cooperação entre forças policiais militares e civis. A troca de informações é vista como essencial diante do avanço do crime para o ambiente digital, incluindo ações cibernéticas.

Colaboração entre as forças de segurança

A expectativa é fortalecer delegacias quecombatem crimes cibernéticos e ampliar o trabalho conjunto entre as instituições. Segundo o secretário, a integração entre as áreas facilita o enfrentamento a novos modos de crime.

O titular da pasta afirmou que a polícia está preparada para continuar as investigações com rigor técnico. A fala ocorreu no contexto de debates sobre permanência de oficiais no comando e de medidas disciplinares.

Não houve declaração sobre prazos ou etapas adicionais do processo contra o tenente-coronel Geraldo Neto. O acompanhamento das investigações segue em curso pelas autoridades competentes.

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