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Secretário de Segurança Pública diz que equiparar facções ao terrorismo dificulta cooperação internacional

Secretário de Segurança afirma que classificar facções como terrorismo dificultaria cooperação internacional, citando os EUA

Chico Lucas cita EUA e argumenta que é mais fácil trabalhar com o FBI do que com a CIA. (Foto: Tom Costa/MJSP)
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  • O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, disse que equiparar facções como CV e PCC a organizações terroristas poderia dificultar a cooperação internacional, citando os Estados Unidos como exemplo.
  • Segundo ele, nesse cenário a cooperação com o FBI seria substituída pela CIA, o que traria mais sigilo e colocaria em risco acordos bilaterais.
  • Lucas afirmou que a cooperação internacional, considerada o caminho, seria prejudicada se as facções fossem enquadradas como terrorismo.
  • O secretário citou o projeto de lei antifacção como forma de enfrentar as facções internamente, sem atrair intervenção estrangeira via classificação de terrorism.
  • Em relação ao conceito penal, o texto explica que, até o PL antifacção, facção era tratada como organização criminosa; hoje o termo é usado para indicar grupos ultraviolentos, com base na reunião de pelo menos três pessoas e uso de violência para impor domínio.

O novo secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, afirmou que classificar o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas pode complicar a cooperação internacional. Ele citou os Estados Unidos como exemplo de entrave.

Em entrevista à CNN Brasil nesta quarta-feira, o secretário disse que o uso do rótulo de terrorismo poderia deslocar parcerias para órgãos com sigilo maior, como a CIA, dificultando acordos de combate ao crime transnacional.

Ele ainda alertou sobre o risco de enfrentar intervenções externas em assuntos internos e citou o projeto de lei antifacção como uma alternativa para o enfrentamento às facções sem a classificação que atrairia maior escrutínio externo.

Perspectiva sobre cooperação internacional

Do ponto de vista técnico, o secretário explicou que a cooperação com autoridades estrangeiras ocorre hoje com bases técnicas de combate ao crime, como compartilhamento de informações entre polícias e agências de repressão.

Dados sobre a definição de facção, segundo o texto atual, apontam que o termo é usado de forma coloquial para indicar organizações criminosas ultraviolentas, cuja caracterização depende de reunião de ao menos três pessoas que empreguem violência ou imponham domínio.

Mudanças legais sobre facções e terrorismo

Historicamente, até a sanção do PL antifacção, facções eram tratadas como organizações criminosas com requisitos de pelo menos quatro integrantes e prática de ilícitos com penas acima de quatro anos.

Com a mudança, o conceito de terrorismo permanece com motivações específicas, como preconceito, visando colocar em risco pessoas, patrimônio, a paz pública ou a incolumidade por meio de terror social ou generalizado.

A discussão sobre equiparação entre facções e terrorismo ganhou impulso após a Operação Contenção, que combateu o avanço do CV no Rio de Janeiro. A operação resultou em mais de 120 mortes, entre elas cinco policiais, sendo a mais letal da história do país. O episódio gerou críticas em apreciações administrativas e jurídicas.

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