- STF divulgou a tese de repercussão geral sobre penduricalhos, mas a leitura foi considerada tímida quanto à transparência de salários, indenizações e vantagens.
- A proposta previa uma regra de transição até que o Congresso aprove uma lei que defina o que pode ou não ser indenizatório, conforme a Constituição.
- Em transparência, a Corte determinou que o CNJ e o CNMP unifiquem os nomes dos penduricalhos, mas a diversidade de rubricas complica comparações entre órgãos.
- A Transparência Brasil, em setembro de 2025, padronizou categorias de benefícios pagos a magistrados, procuradores e promotores; o passo não foi extendido para Defensorias, Advocacia Pública e Tribunais de Contas.
- A avaliação aponta que o impacto financeiro e a efetiva transparência seguem incertos, com a Corte mantendo-se em posição conservadora e não avançando mais em medidas robustas.
A tese de repercussão geral do STF sobre o pagamento de penduricalhos não avançou para além de uma proposta tímida de regulação. A ideia era criar uma regra de transição para desaquecer os benefícios acima do teto, até que o Congresso defina, de forma consolidada, o que pode ser indenizatório.
Ao abordar também a transparência, o STF manteve postura contida. Determinou que CNJ e CNMP padronizem os nomes dos penduricalhos até que haja uma uniformização, sem avançar em diretrizes mais amplas de divulgação.
A variedade de rubricas, que chega a milhares, dificulta comparações entre órgãos. A nota técnica que subsidiou a decisão reconhece essa dificuldade, ressaltando a falta de padronização como entrave à transparência.
Transparência e padronização
Em setembro de 2025, a Transparência Brasil apresentou um levantamento com categorias padronizadas de benefícios pagos a magistrados, procuradores e promotores. O movimento, though, não foi estendido integralmente aos demais órgãos citados pela tese RG.
A proposição é que tribunais de contas, Defensorias Públicas e Advocacia Pública adotem ao menos padrões conceituais semelhantes aos já mapeados para o Judiciário. A observação é de que a autonomia institucional pode frear a adoção uniforme.
A decisão também prevê que órgãos do sistema de Justiça publiquem valores mensais, indicando rubricas. Entretanto, há dúvida quanto à efetividade de medidas coercitivas contra órgãos que não divulgam dados com clareza.
Expectativa prática e desafios
O CNMP deve padronizar rubricas junto ao CNJ, mas não está claro se serão adotadas medidas que coercionem a divulgação do número de matrícula relacionado aos pagamentos. A eventual criação de um painel unificado de remunerações ainda não está garantida.
Saber o real impacto financeiro dos pagamentos acima do teto permanece um desafio, agravado pela ausência de transparência consolidada. A Corte fica na expectativa de avanços que não comprometam a autonomia institucional.
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