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Trump: EUA não dependem mais do Oriente Médio com petróleo venezuelano

Trump afirma que os EUA importam quase nenhum petróleo pelo Estreito de Ormuz, com produção interna e venezuelana superando o Oriente Médio

Donald Trump, presidente dos EUA
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  • O presidente Donald Trump disse que os EUA não são dependentes do petróleo do Oriente Médio, contando com produção interna e com extrações na Venezuela para abastecer o país.
  • Segundo ele, a soma da produção americana com a venezuelana seria maior que as exportações russas e do Oriente Médio.
  • O contexto lembra que o Estreito de Ormuz movimenta cerca de 20% do petróleo mundial e que a região sofre tensões após ataques ao Irã.
  • O cenário elevou os preços do petróleo, refletindo no bolso do consumidor, com a gasolina chegando a US$ 4 por galão pela primeira vez desde 2022.
  • Como medida para conter a alta, os EUA liberaram 172 milhões de barris da reserva estratégica de petróleo.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na noite de 1º de setembro que o país não depende do petróleo do Oriente Médio. Segundo ele, a produção doméstica e a venezuelana já bastam para abastecer os EUA, após um mês de conflito. O anúncio foi feito em pronunciamento à nação.

Trump disse que a produção combinada dos EUA com a Venezuela é superior à da Rússia e do Oriente Médio, e ressaltou o potencial da Venezuela em ampliar o abastecimento futuro. Segundo ele, os EUA não precisarão de importações externas.

Segundo o mandatário, o Oriente Médio continua entre as regiões produtoras, mas o Estreito de Ormuz não será mais um gargalo para o país. A fala ocorre em meio a tensões provocadas por ações militares na região e pela elevação dos preços do petróleo.

Contexto

O Estreito de Ormuz movimenta cerca de 20% do petróleo comercializado mundialmente, o que amplifica impactos quando há restrições de tráfego. A região ficou mais tensa após ataques contra o Irã no final de fevereiro.

A Guarda Revolucionária Iraniana reduziu o tráfego de navios pela região, elevando a percepção de risco entre os mercados. Esse cenário contribuiu para a alta recente nos preços internacionais do petróleo.

Os efeitos chegaram aos EUA, com queda de confiança no curto prazo e alta de custos para consumidores. Em resposta, o governo liberou parte da reserva estratégica para conter a escalada de preços.

A medida de conter o aumento foi acompanhada de anúncios de ações para manter o suprimento estável, incluindo estratégias de diversificação de reservas e gestão de estoque para reduzir volatilidade.

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