- A AGU suspendeu o salário do procurador federal Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, preso pela Polícia Federal em novembro, no âmbito das investigações sobre fraudes no INSS.
- O servidor recebia salário de R$ 32.439,52, mais R$ 1.800,80 de verbas indenizatórias e R$ 19.743,23 de honorários, totalizando cerca de R$ 53 mil mensais.
- A suspensão ocorreu por decisão do Supremo Tribunal Federal, no mesmo dia da prisão preventiva.
- A PF aponta que o ex-procurador teria ratificado um entendimento técnico que levou ao desbloqueio em lote de benefícios para descontos associativos a pedido da Contag, e ele e a esposa teriam ocultado bens após o início das investigações.
- Virgílio foi afastado da AGU em abril do ano passado e foi ouvido pela CPMI do INSS em outubro; a CNN Brasil busca o contato da defesa.
A AGU suspendeu o salário do procurador federal Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, preso desde novembro pela Polícia Federal no âmbito das investigações sobre fraudes bilionárias no INSS. O caso envolve supostos descontos associativos a aposentados.
O servidor recebia R$ 32.439,52 de salário, mais R$ 1.800,80 de verbas indenizatórias e R$ 19.743,23 em honorários, totalizando cerca de R$ 53 mil mensais. A suspensão ocorreu por decisão do STF, no mesmo dia da ordem de prisão preventiva.
A AGU informou que o entendimento interno foi de que a restrição de liberdade, com ausência ao serviço, justificava a suspensão dos subsídios do procurador. A PF aponta que o ex-procurador teria ratificado um entendimento técnico que autorizou o desbloqueio em lote de benefícios para descontos a pedido da Contag.
Segundo a investigação, Virgílio e sua esposa, Thaísa Hoffmann Jonasson, teriam continuado a ocultar bens mesmo após o início das apurações da Operação Sem Desconto, buscando frustrar a persecução penal. A dupla é mencionada como atuando de forma coordenada para neutralizar decisões judiciais.
Virgílio foi afastado da instituição em abril do ano passado e, em outubro, chegou a ser ouvido pela CPMI do INSS, antes de a prisão ser decretada pela PF. O caso segue em apuração, com novas fases e testemunhos previstos.
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