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Erika Hilton critica aposentadoria de policial suspeito de matar mulher em SP

Erika Hilton questiona atuação da Polícia Militar e da Justiça Militar no caso do tenente-coronel acusado de matar a esposa; aponta favorecimento e falhas na investigação

A deputada afirmou que o caso será julgado pela Justiça Militar, o que, na avaliação dela, pode favorecer o acusado
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  • Erika Hilton critica a atuação da Polícia Militar de São Paulo e da Justiça Militar no caso do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso por suspeita de matar a esposa.
  • A deputada questiona a aposentadoria do policial, que recebe cerca de R$ 30 mil e foi acolhido em uma unidade prisional, segundo ela “clube para policiais criminosos”.
  • Hilton afirma que o caso será julgado pela Justiça Militar, o que, na avaliação dela, pode favorecer o acusado, além de apontar suposta interferência na investigação e alteração da cena do crime.
  • A soldado Gisele Alves Santana foi encontrada morta em 18 de fevereiro, no Brás, em São Paulo; o caso foi repensado de suicídio para feminicídio qualificado e fraude processual, com indícios de agressão e manipulação da cena.
  • O inquérito policial militar está em fase final e será encaminhado à Justiça; o tenente-coronel está preso preventivamente desde 18 de março no Presídio Militar Romão Gomes, com transferência para a reserva ocorrida em 2 de abril, sob critérios de idade e benefício proporcional.

Erika Hilton (Psol-SP) criticou nesta quinta-feira a atuação da Polícia Militar de São Paulo e da Justiça Militar no caso do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso por suspeita de matar a esposa. A deputada questionou a concessão de aposentadoria ao policial e o tratamento dado ao caso pelas autoridades.

Segundo Hilton, o oficial foi recebido com acolhimento em unidade prisional destinada a policiais, o que, para ela, “mais parece um clube para policiais criminosos”. Ela ainda destacou que o tenente-coronel se aposentou com salário mensal de cerca de R$ 30 mil, mesmo após a prisão.

Ela afirmou que o caso será julgado pela Justiça Militar, o que, na visão da parlamentar, pode favorecer o acusado, com a possibilidade de a aposentadoria ser vista como benevolência ou inocentamento parcial.

Hilton também citou alegada interferência na investigação inicial, afirmando que a cena do crime teria sido ajustada para parecer suicídio e que a prisão ocorreu apenas um mês após o ocorrido. Também mencionou apoio de um desembargador do TJ-SP ao policial no início do processo.

A deputada responsabilizou o governo de Tarcísio de Freitas pela condução da segurança pública no estado, criticando o tratamento considerado benevolente a policiais acusados de crimes.

Entenda o Caso

A Polícia Militar aposentou com salário integral o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso preventivamente sob suspeita de matar a esposa, a soldado Gisele Alves Santana. A transferência para a reserva ocorreu nesta quinta-feira, por pedido do próprio oficial, com base em critérios de idade e proporcionalidade.

O último salário bruto de Neto, segundo dados oficiais, superava R$ 28 mil, com o benefício estimado em torno de R$ 20 mil após a aplicação da proporcionalidade. A defesa de Neto não foi detalhada neste texto.

Gisele Alves Santana foi encontrada morta em 18 de fevereiro, no apartamento do casal, no Brás, região central de São Paulo. O caso passou de possível suicídio para feminicídio qualificado e fraude processual após perícias, depoimentos e análise de dispositivos.

Peritos identificaram marcas de unhas no rosto e pescoço da vítima, além de hematomas, indicando agressão e imobilização antes da morte. Existem indícios de manipulação da cena e contradições no relato do oficial.

O inquérito policial militar está na fase final e será encaminhado à Justiça. Neto permanece preso preventivamente por decisão judicial.

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