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Gonet pede que Moraes rejeite investigação contra Moro por fala sobre Lula

PGR defende que Moraes rejeite pedido de Lindbergh para incluir Moro no inquérito das fake news, por falta de legitimidade ativa

Procurador-geral da República argumenta que Lindbergh não tem poder para acionar o Supremo neste caso (Foto: Rosinei Coutinho/STF)
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  • O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu que o ministro Alexandre de Moraes rejeite o pedido de Lindbergh Farias para incluir Sergio Moro no inquérito das fake news por uma fala sobre Lula.
  • Gonet argumenta que o direito de acionar o Supremo não é amplo nem irrestrito e que o pedido deve ser racional, criterioso e de qualidade, especialmente em matéria criminal.
  • Segundo o parecer, não houve legitimidade ativa do noticiante para deflagrar processo no Supremo Tribunal Federal.
  • Moro fez a declaração durante o evento de filiação ao PL, afirmando que o presidente eleito “está do lado dos criminosos” e minimiza o crime, com a expressão entre aspas.
  • Lindbergh associou a fala de Moro a ataques ao sistema eleitoral, enquanto Moro explicou que se referia à anulação de condenações de Lula pelo STF, e não a fraudes nas urnas.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu que o ministro Alexandre de Moraes rejeite o pedido de Lindbergh Farias para incluir Sergio Moro no inquérito das fake news, por causa de uma fala de Moro sobre Lula. O caso envolve o ex-juiz, hoje senador, e a avaliação de admissibilidade de ações no STF, no âmbito de investigações sobre divulgação de informações com potencial dano à honra ou à credibilidade de instituições. A solicitação foi apresentada no contexto de eventuais violações criminais associadas a ataques a instituições democráticas.

Contexto do pedido

Lindbergh Farias sustenta que a fala de Moro sugere uma relação entre a eleição de 2022 e irregularidades, o que, na visão dele, impacta a credibilidade do sistema eleitoral. Moro explicou, em entrevista, que a declaração se referia à anulação de condenações de Lula pelo STF, não a fraudes nas urnas. O tema gerou debates sobre limites do poder de acusação do Ministério Público em ações judiciais de alta complexidade.

Posicionamento do PGR

Gonet afirma que o direito de acionar o STF não é irrestrito e exige critérios de qualidade, especialmente em matéria criminal. Segundo o parecer, não houve legitimidade ativa suficiente por parte do noticiante para deflagrar processo no STF. Ao considerar os pedidos, o PGR entende que não foram preenchidos aspectos formais relevantes para a abertura de investigação.

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