- Lula afirmou, em entrevista à RECORD Bahia, ter informado a Donald Trump a identificação e o paradeiro de brasileiros foragidos nos Estados Unidos, incluindo o endereço e o nome.
- Disse que, para combater o crime organizado, o Brasil pode colaborar e pediu aos EUA a extradição dos brasileiros mencionados.
- O presidente disse estar especialmente aguardando a extradição de Rodrigo Magro, proprietário da Refit, apontado como o principal alvo entre procurados no exterior.
- Sobre a PEC da Segurança Pública, Lula defendeu que a proposta é essencial para ampliar competências da União e criar o Ministério da Segurança Pública.
- A estratégia do governo, segundo Lula, é atingir as altas esferas do crime organizado, incluindo magnatas da corrupção que moram em bairros de alto nível.
Em entrevista exclusiva à RECORD Bahia nesta quinta-feira, Lula afirmou ter compartilhado com o presidente americano Donald Trump a identificação e o paradeiro de brasileiros foragidos nos Estados Unidos, incluindo o fornecimento do endereço de residência e dos nomes. O objetivo declarado é colaborar no combate ao crime organizado.
O presidente informou que está aguardando principalmente a extradição de Rodrigo Magro, proprietário da Refit, apontado como alvo entre os procurados no exterior. A declaração foi feita dias após questionamentos sobre atuação da justiça brasileira em casos de evasão fiscal e crimes transnacionais.
A fala ocorreu em contexto de discussão sobre a PEC da Segurança Pública, em tramitação no Congresso. Lula defendeu que a proposta amplia as competências da União no tema e criaria o Ministério da Segurança Pública, ampliando a atuação federal na área.
PEC da Segurança Pública
Segundo o presidente, a PEC permitirá decisões mais firmes do governo federal na segurança pública, superando a atuação atual, que, na visão dele, é insuficiente frente às demandas do Estado. A ideia é chegar aos magnatas da corrupção, independentemente de onde residam.
Ele ressaltou que o objetivo é combater o crime organizado em níveis elevados, buscando desarticular estruturas de alto escalão. A postura amplia o foco de atuação para além de zonas comuns de criminalidade.
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