- O ministro Alexandre de Moraes aumentou o raio de restrição a drones na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro de 100 metros para 1 quilômetro.
- A mudança foi publicada nesta quinta-feira (2) e atendeu a pedido do 19º Batalhão de Polícia Militar do Distrito Federal.
- Drones que entrarem no raio restrito podem ser abatidos e apreendidos; os proprietários podem ser presos em flagrante por atentado contra a segurança de transporte marítimo, fluvial ou aéreo, com pena de dois a cinco anos.
- Bolsonaro está em prisão domiciliar por 90 dias devido à recuperação de broncopneumonia bacteriana, com medidas como tornozeleira eletrônica e proibições de celular, redes sociais, vídeos e gravações de voz.
- Pouco depois da prisão, houve tensão envolvendo o deputado Eduardo Bolsonaro, que ergueu o celular para gravar um vídeo; Moraes exigiu explicação da defesa em 24 horas e os advogados negaram acesso ao conteúdo.
O ministro do STF Alexandre de Moraes aumentou o raio de restrição para voos de drones na região da casa de Jair Bolsonaro. A medida passou de 100 metros para 1 quilômetro ao redor do endereço. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (2) e atendeu a um pedido do 19º Batalhão de Polícia Militar do Distrito Federal.
A decisão utiliza o argumento da polícia de que 100 metros ainda permitiam registro de imagens em alta resolução, facilitando a observação de ambientes privados e prejudicando a efetividade da proteção. Drones no raio poderão ser abatidos e apreendidos.
Quem responde legalmente pelo ato é o proprietário do equipamento, com detenção prevista pelo crime de atentado contra a segurança de transporte marítimo, fluvial ou aéreo. A pena prevista varia de 2 a 5 anos de reclusão.
Jair Bolsonaro permanece em prisão domiciliar por 90 dias, em função da recuperação de broncopneumonia bacteriana. A medida tem caráter humanitário e impõe condições, como tornozeleira eletrônica e proibição de celular, redes sociais e entrevistas autorizadas.
Pouco depois da imposição da prisão domiciliar, ocorreu um episódio tenso envolvendo Eduardo Bolsonaro. O deputado ergueu o celular em discurso na CPAC para registrar áudio do pai. Moraes solicitou explicações à defesa em 24 horas, e os advogados negaram acesso ao conteúdo.
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