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Pacheco condiciona candidatura à construção de base partidária

Pacheco condiciona candidatura ao governo de Minas à construção de frente ampla com MDB e União Brasil, mantendo conversas com lideranças locais

O senador Rodrigo Pacheco (PSB)
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  • O senador Rodrigo Pacheco, recém-filiado ao PSB, condiciona sua possível candidatura ao governo de Minas a uma construção partidária de consenso.
  • A estratégia envolve continuidade de conversas com MDB e União Brasil para formar uma frente até as convenções, no meio do ano.
  • Ministros de Lula tentaram convencer Pacheco a migrar para o MDB, mas o partido tem Gabriel Azevedo como pré-candidato.
  • União Brasil busca o apoio, porém mantém federação com o PP, que pretende lançar candidato ao Senado na chapa de Mateus Simões (PSD).
  • Pacheco afirmou que a candidatura precisa envolver prefeitos e lideranças regionais, não apenas acordos em Brasília, durante a filiação ao PSB em Brasília.

O senador Rodrigo Pacheco, recém-filiado ao PSB, condiciona sua candidatura ao governo de Minas Gerais a uma construção partidária de consenso. A ideia é manter conversas abertas com MDB e União Brasil.

Ministros do presidente Lula chegaram a tentar convencer Pacheco a deixar o PSB e migrar para o MDB. O MDB, porém, tem Gabriel Azevedo como pré-candidato àgua do partido em Belo Horizonte.

A União Brasil, aliado de primeira hora de Pacheco, também busca aproximação. A legenda concorre com o PP, que integra federação com o PSD de Mateus Simões, sob pretensão de candidatura ao Senado na chapa de Zema.

Construção de frente ampla

O caminho para a construção envolve concessões de pelo menos um dos grupos em disputa, para viabilizar uma frente ampla até as convenções no meio do ano. Pacheco mantém diálogos com lideranças regionais de Minas Gerais.

Durante o ato de filiação, realizado na noite desta quarta-feira em Brasília, o senador foi cauteloso sobre ser o candidato. Ele manteve contatos com o presidente Lula antes da cerimônia.

Presente ao puck de filiação, o vice-presidente do PSB, Geraldo Alckmin, e o presidente da sigla, João Campos, prestigiaram Pacheco. Em seu discurso, ele sinalizou flexibilidade quanto ao posto no governo mineiro.

Entre os nomes citados por Pacheco como interlocutores mineiros estão Aécio Neves (PSDB), Tadeu Leite (MDB), Alexandre Kalil (PDT) e Marília Campos (PT). Todos representam possíveis cenários de alinhamento regional.

Pacheco também destacou que a candidatura não pode nascer apenas de acordos entre Brasília e projetos nacionais. Segundo ele, prefeitos precisam estar envolvidos no processo. O objetivo é construir consenso com lideranças locais.

A filiação ao PSB é vista como uma escolha para reduzir arestas internas, aumentando a viabilidade de uma candidatura ao governo de Minas. O partido é apresentado como menos conflituoso para viabilizar a frente ampla.

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