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PM aposenta tenente-coronel preso por suspeita de feminicídio em SP

Portaria concede proventos integrais ao tenente-coronel preso por feminicídio, enquanto tramita processo administrativo que pode levar à demissão

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  • O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto foi transferido para a reserva da Polícia Militar de São Paulo, equivalente à aposentadoria, e permanece preso preventivamente desde 18 de março.
  • A portaria de inatividade foi publicada no Diário Oficial do Estado e já tem efeito; ele tem direito a proventos integrais pela proporcionalidade de 58/60.
  • Gisele Alves Santana foi encontrada morta com um tiro em 18 de fevereiro no apartamento do casal; o tenente-coronel estava no local e chamou socorro, mas o caso foi registrado como suicídio e depois passou a ser tratado como morte suspeita.
  • Laudos do Instituto Médico Legal apontaram marcas de agressão incompatíveis com suicídio, e a família contestou a versão desde o registro inicial.
  • A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo afirma que a aposentadoria não interrompe o processo administrativo que pode levar à demissão, perda do posto e da patente.

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, indiciado por feminicídio e fraude processual, foi transferido para a reserva da Polícia Militar de São Paulo. A aposentadoria já vale como efeito da medida, e ele está preso preventivamente desde 18 de março.

A portaria de inatividade foi publicada no Diário Oficial do Estado na quinta-feira (2) e já produz efeito. O documento informa que Rosa Neto tem direito a proventos integrais, calculados pela proporcionalidade de 58/60 do tempo de serviço.

Gisele Alves Santana foi encontrada com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro, no apartamento em que o casal morava, na capital paulista. O tenente-coronel estava no local, chamou socorro e inicialmente relatou suicídio, mudança que ocorreu posteriormente.

Laudos do IML concluíram marcas de agressão incompatíveis com suicídio, o que sustenta a versão da família de que houve feminicídio. A SSP ressaltou que a aposentadoria não interrompe o processo administrativo que pode levar à demissão.

Progresso do caso

Em investigação, o policial permanece preso preventivamente. A apuração envolve apuração de fraude processual além do feminicídio, com desdobramentos esperados no âmbito administrativo e judicial.

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