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Toffoli viajou em jato de empresa ligada a Vorcaro, diz jornal

Toffoli viajou em 4 de julho de 2025 em avião da Prime Aviation, ligada a Vorcaro; ministro nega ter recebido valores

Em nota publicada em 12 de fevereiro, o gabinete de Dias Toffoli declarou que ele nunca recebeu quaisquer valores de Vorcaro ou Zettel
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  • O ministro Dias Toffoli viajou em 4 de julho de 2025 em um avião da Prime Aviation, empresa com ligação a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, conforme registros da Anac e do Decea.
  • A aeronave, prefixo PR-SAD, decolou de Brasília às 10h10 com destino a Marília (SP).
  • No mesmo dia, seguranças do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região foram deslocados para Ribeirão Claro, no Tayayá, resort frequentado por Toffoli, a cerca de 150 quilômetros de Marília.
  • Toffoli negou ter recebido valores de Vorcaro ou de Fabiano Zettel, em nota de 12 de fevereiro de 2026, dizendo que não teve relação de amizade ou financeira com os citados e que integrava apenas o quadro societário de uma empresa familiar ligada ao Tayayá.
  • A reportagem aponta ligações entre Tayayá, Maridt Participações e Fundo Arleen, além de vínculos com o Banco Master, com reportagens apontando possíveis estruturas financeiras e operações envolvendo familiares do ministro; Toffoli não respondeu até a publicação.

Dias Toffoli viajou em 4 de julho de 2025 em um jato da Prime Aviation, empresa ligada a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O trajeto foi de Brasília até Marília, no interior de São Paulo, com decolagem às 10h10, segundo dados da Anac e do Decea. Segurança do TRT de São Paulo deslocou-se para Ribeirão Claro, onde fica o resort Tayayá.

Segundo apuração, o mesmo avião já aparece em outros eventos envolvendo Toffoli ou pessoas ligadas a Vorcaro, com cruzamentos entre dados do Decea e da Anac. A aeronave também teria sido utilizada para deslocamentos de figuras associadas ao Grupo Tayayá em ocasiões anteriores. O relato aponta ainda relações entre sócios de empresas de Toffoli e integrantes de redes empresariais ligadas ao Banco Master.

O caso envolve ainda a participação de uma empresa familiar ligada ao ministro, a Maridt Participações, que indicou ter afastado sua participação no Tayayá em operações realizadas entre 2021 e 2025. Em nota, Toffoli afirmou que não recebeu valores de Vorcaro ou de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, e que sua participação era apenas societária, sem gestão; ele diz ter se desvinculado de participação no grupo泰ayá. A defesa informou que a Maridt não integra mais o Tayayá e que as informações foram devidamente declaradas à Receita Federal.

Contexto das ligações empresariais

A reportagem aponta que o Tayayá, resort localizado no Paraná, permanece no centro das atenções por mudanças societárias. Em 2025, o controle passou a ser exercido por Paulo Humberto Costa, conforme apuração. Há also registros de ligações entre a família Toffoli e fundos de investimento associados ao Tayayá, incluindo fundos ligados a uma administradora de investimentos associada ao Banco Master.

Toffoli afirmou não manter relação de amizade ou qualquer vínculo financeiro com Vorcaro ou com o cunhado Fabiano Zettel. A nota também reforça que Toffoli era apenas sócio de uma empresa familiar envolvida no grupo, sem função administrativa ativa. O ministro deixou claro que não recebeu valores de Vorcaro ou Zettel e que todas as informações financeiras da Maridt foram devidamente declaradas.

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