- O presidente do Republicanos, Joaquim Mauro, anunciou o advogado criminalista Matheus Milanez como pré-candidato a deputado federal neste ano, filiado ao partido.
- Milanez integra a defesa do general Augusto Heleno, condenado na trama golpista envolvendo Jair Bolsonaro, e ficou conhecido por pedir, durante o julgamento no STF, que a sessão tivesse início mais tarde para poder jantar.
- O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, negou o pedido de ajuste de horário e manteve o tom bem-humorado durante as falas de Milanez na sessão.
- Heleno foi condenado a vinte e um anos de prisão e a quarenta e quatro dias-multa de um salário mínimo por ter participado da trama; elecumpre atualmente prisão domiciliar, alegando incapacidade de saúde.
- A Procuradoria-Geral da República também havia se manifestado a favor da prisão domiciliar para Heleno; a CNN Brasil tentou contato com Milanez para mais detalhes, mas não obteve retorno até a publicação.
O presidente do Republicanos, Joaquim Mauro, anunciou Matheus Milanez como pré-candidato a deputado federal nestas eleições. Milanez é advogado criminalista ligado à defesa do general Augusto Heleno, condenado na trama golpista ao lado de Bolsonaro, segundo a sigla.
O anúncio ocorreu após a filiação de Milanez ao partido, com a intenção de somar experiência jurídica e proximidade com o DF. Mauro destacou o “preparo, compromisso e seriedade” do advogado para o projeto político do Distrito Federal.
Milanez ficou conhecido por um episódio no STF ao pedir que a sessão iniciasse mais tarde para poder jantar, durante o interrogatório da trama golpista. O pedido foi recusado pelo relator Moraes; a cena viralizou nas redes.
Contexto do caso Heleno
O general Augusto Heleno foi condenado a 21 anos de prisão e multa correspondente a 84 dias de salário mínimo. Atualmente, ele cumpre prisão domiciliar, sob justificativa de condição de saúde, com anuência da PGR.
A defesa de Heleno já havia solicitado a mudança de regime para prisão domiciliar, com avaliação de fatores médicos. A CNN Brasil buscou contato com Milanez para mais informações, sem retorno até o fechamento desta edição.
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