- A pensão da filha de sete anos de Gisele Alves Santana foi oficialmente autorizada pelo SPPrev, conforme a lei de benefícios para filhos de servidor falecido.
- Gisele Alves Santana tinha 32 anos e morreu após o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, 53, ser acusado de feminicídio; ele está detido desde 18 de março.
- O pedido de pensão foi protocolado pela família em 6 de março; a primeira parcela deve ser paga em 8 de abril.
- A SPPrev explica que a análise envolve procedimentos administrativos e jurídicos distintos da aposentadoria do policial, o que pode atrasar o benefício.
- Advogado da família e familiares de Gisele criticam a demora na pensão e a rapidez com que o acusado teve a aposentadoria, apontando desigualdade processual.
Uma decisão sobre a pensão da filha de sete anos da soldado da PM, Gisele Alves Santana, veio à tona. A menina, filha da vítima, tem direito a pensão prevista para filhos de servidores falecidos. O caso envolve o processo contra o marido de Gisele.
Gisele, 32 anos, foi morta em 18 de fevereiro no apartamento onde morava com o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, 53. A polícia aponta que ele foi o autor dos disparos. Neto está detido desde 18 de março, indiciado por feminicídio e fraude processual.
O pedido de pensão foi protocolado pela família da vítima em 6 de março. A norma do SPPrev determina pagamento até a maioridade, conforme o tempo de contribuição do servidor. O primeiro pagamento deve ocorrer em 8 de abril, segundo a autarquia.
Pensão e tramitação
A SPPrev explicou que a pensão envolve validações administrativas e jurídicas diferentes das regras de aposentadoria, o que pode prolongar prazos. A autarquia ressaltou que a aposentadoria do tenente-coronel é decisão da PM do Estado de São Paulo, com papel restrito à gestão de benefícios.
Controvérsia pública e posicionamento da família
A defesa da família de Gisele destaca a demora na concessão da pensão em contraste com a rápida aposentadoria do suspeito. O advogado afirma que a diferença de prazos desperta indignação e ressalta o direito da filha de receber o benefício por ser menor de idade.
O pai de Gisele comentou sobre a aposentadoria do inativo tão rapidamente após o pedido, classificando a situação como injusta para a família. A mãe da vítima expressou revolta com a rapidez da aposentadoria do marido falecido.
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