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Márcio França deixa ministério de Lula e concorre ao governo de São Paulo

Márcio França recusa o MDIC para disputar as eleições em São Paulo; pasta fica com o secretário-executivo Márcio Elias Rosa

Márcio França deve disputar as eleições em São Paulo
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  • Márcio França optou por não aceitar a nova pasta e pretende disputar as eleições em São Paulo, deixando o cargo de ministro do Empreendedorismo e da Microempresa.
  • A exoneração de França foi publicada em Diário Oficial extra, e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços ficará sob o comando do atual secretário-executivo da Pasta, Márcio Elias Rosa.
  • França avalia uma vaga no Senado na chapa de Fernando Haddad, embora o Planalto tenha considerado outras candidaturas para o Senado em São Paulo, como as ex-ministras Simone Tebet e Marina Silva.
  • Pesquisas de Senado em São Paulo mostram Tebet com 22,6%, Derrite com 22% e Marina Silva com 19,6%; França não foi incluído na pesquisa.
  • Também existe a possibilidade de França concorrer como vice-governador na chapa de Haddad, que busca um nome de centro-direita para ampliar o apoio eleitoral.

Márcio França não aceitou a nova pasta do governo e deixará o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços para disputar as eleições em São Paulo. A decisão foi tomada nesta quinta-feira após reunião com o presidente Lula. A exoneração foi publicada em Diário Oficial extra.

Com a saída, o MDIC ficará sob a gestão do atual secretário-executivo da Pasta, Márcio Elias Rosa, que assume interinamente o comando da pasta. A mudança ocorre pouco antes do início oficial das articulações eleitorais em São Paulo.

Segundo as informações de duas fontes que acompanharam as negociações, França busca uma vaga ao Senado na chapa de Fernando Haddad. Ainda não há confirmação sobre a composição final, que envolve a possibilidade de França concorrer como vice-governador.

A ideia de Haddad era manter como senadores as ex-ministras Simone Tebet e Marina Silva, mas há indefinições. Pesquisas internas apontam Tebet na liderança entre os candidatos ao Senado em SP, seguidas de Derrite e Marina; França não foi incluído na pesquisa.

Há ainda a hipótese de França atuar como vice de Haddad, atraindo votos de um eleitorado de centro-direita. A decisão de Lula visava evitar mudanças estruturais em SP que desagradassem Haddad e o PT, segundo apurou o portal.

As informações sobre o desfecho são de fontes que acompanharam as tratativas, com dados de pesquisas de cenário eleitoral em SP citados apenas como referência. Os detalhes finais dependem de reuniões internas nos próximos dias.

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