- Pix tornou tema de pré-campanha entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro, com acusações de que eleitores defendem ou atacam o Pix conforme interesses políticos.
- Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou em rede social que Flávio Bolsonaro quer acabar com o Pix se for eleito, citando suposta posição de crítica à ferramenta.
- Flávio Bolsonaro rebateu, dizendo que não acabará com o Pix e que ele é um patrimônio brasileiro criado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
- Lula defendeu o Pix em evento em Salvador, citando relatório dos Estados Unidos que alega distorção do comércio internacional e afirmando que o Pix é do Brasil.
- Documento americano registra preocupação de representantes do setor financeiro com favorecimento do Pix pelo Banco Central e com a exigência de adoção do Pix por instituições com mais de 500 mil contas.
O Pix voltou a figurar no debate entre o governo federal e a oposição, desta vez na pré-campanha de 2026. O tema foi usado para discutir soberania nacional e políticas de pagamento no Brasil. Informações circulam em meio a críticas mútuas entre apoiadores de Lula e Flávio Bolsonaro.
Petistas acusam o senador Flávio Bolsonaro de defender o fim do Pix caso seja eleito, associando suas falas a interesses externos. A acusação ganhou força após posts em redes sociais que ligam o parlamentar a ordens de Washington para reduzir a autonomia do sistema de pagamentos brasileiro.
Flávio Bolsonaro negou veementemente a acusação, afirmando que o Pix é um patrimônio brasileiro criado durante o governo de Jair Bolsonaro. O senador afirmou que o PT tenta desvalorizar o sistema e taxá-lo, mantendo o Pix como legado nacional.
Lula manteve o foco no Pix durante evento em Salvador, destacando que o Brasil não abrirá mão do sistema, defendido como benefício para a sociedade. O presidente também ressaltou um relatório internacional que, segundo ele, critica impactos do Pix sobre o comércio.
O relatório citado aponta que representantes do setor bancário dos EUA temem que o Banco Central favoreça o Pix, o que poderia afetar fornecedores norte-americanos. O documento também menciona exigências para instituições com grande base de contas.
A tensão no tema chegou a repercutir em símbolos de apoio, com petistas recuperando um boné azul com a frase O Brasil é dos brasileiros, em contraponto a símbolos usados por apoiadores de adversários internacionais.
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