- O senador Eduardo Girão apresentou e teve aprovado um requerimento para convidar María Corina Machado, líder da oposição venezuelana, a participar de audiência na Comissão de Segurança Pública do Senado.
- As datas da visita ainda estão sendo ajustadas e devem ser divulgadas posteriormente.
- Girão disse ter conhecido Machado durante a posse do presidente do Chile, José Antonio Kast, em Santiago, e afirmou que ela é símbolo de resistência política.
- Machado ganhou projeção internacional ao receber o Prêmio Nobel da Paz de 2025 e, em janeiro de 2026, entregou a medalha ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
- Ela deixou a Venezuela sob pressão do regime chavista e tem ampliado articulações internacionais, incluindo encontros com autoridades dos EUA, e afirmou pretender retornar ao país em breve.
O senador Eduardo Girão, do Novo-CE, apresentou e foi aprovado um requerimento para convidar María Corina Machado a participar de uma audiência na Comissão de Segurança Pública do Senado. As datas da visita ainda não foram definidas.
Em suas redes, Girão afirmou que convidou a líder venezuelana, reconhecida pela resistência a autoritarismo, para vir ao Brasil. O cronograma está em fase de ajuste e será divulgado posteriormente.
O parlamentar disse ter conhecido Machado durante a posse do presidente chileno José Antonio Kast, em Santiago, em 11 de março. Segundo ele, houve contato direto com a figura da oposição venezuelana, descrita como símbolo de resistência. O encontro ocorreu sem uso de recursos públicos.
Contexto internacional
María Corina Machado ganhou projeção global ao receber o Nobel da Paz em 2025 pelo trabalho em defesa de direitos democráticos na Venezuela. Em janeiro de 2026, entregou a medalha ao presidente Donald Trump, em gesto simbólico apoiado pela prática de seguir a agenda democrática.
A líder venezuelana deixou o país sob pressão do regime chavista, com ameaças de prisão e atuação na clandestinidade após a crise eleitoral de 2024. A saída foi articulada para preservar sua integridade física e manter interlocução com governos estrangeiros.
No cenário recente, houve mudança com a detenção de Nicolás Maduro em operação norte‑americana, que o levou aos EUA para responder por acusações de narcoterrorismo. Machado tem intensificado articulações internacionais, inclusive com autoridades americanas.
Nos Estados Unidos, Machado reuniu-se com integrantes do governo, incluindo o secretário de Estado, Marco Rubio, conforme relatos de assessores. Ela informou que pretende retornar à Venezuela nas próximas semanas.
Entre na conversa da comunidade