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Brasil concorre ao Global Water Awards por avanços da ANA

ANA é indicada ao Global Water Awards, destacando avanços regulatórios em saneamento; prêmio sai em 19 de maio

Funcionários da Águas do Rio trabalham em obra de infraestrutura de tratamento de esgoto na comunidade Parque Rubens Vaz. Saneamento básico em localidades do Complexo da Maré.
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  • A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) foi indicada ao prêmio de Agência Pública de Água do Ano, na Global Water Awards, que reconhece avanços nos setores de água, esgoto, tecnologia e dessalinização.
  • A indicação é vista como reconhecimento de que o Brasil tem fortalecidos estruturas, normas e mecanismos regulatórios para água e saneamento, segundo o superintendente Alexandre Anderáos.
  • Entre as ações da ANA estão normas para os quatro componentes do saneamento básico, regulação de perdas de água para 2025 e regras sobre governança das Entidades Reguladoras Infranacionais (ERI), além de norma de reuso não potável de efluentes tratados.
  • Desse conjunto, há metas de universalização de água e esgoto e governança das ERI, visando maior coordenação e previsibilidade no setor, conforme Anderáos.
  • Dados de 2024 do Sinisa mostram que 84,1% da população tinha acesso à água e 62,3% ao esgoto; foram investidos R$ 14,59 bilhões em água e R$ 13,68 bilhões em esgotamento; a votação para o prêmio ocorre até 19 de maio, com a decisão tomada pelo GWI.

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) foi indicada ao prêmio Agência Pública de Água do Ano, na Global Water Awards. A premiação reconhece avanços nos setores de água, esgoto, tecnologia e dessalinização pela sustentabilidade dos recursos hídricos. A indicação sinaliza reconhecimento internacional ao trabalho brasileiro.

A ANA destaca que o Brasil tem estruturado normas, órgãos e mecanismos regulatórios mais robustos para água e saneamento. O superintendente Alexandre Anderáos afirma que a indicação aumenta a visibilidade de uma agenda com foco em acesso mais equitativo.

A agenda da ANA inclui normas de referência para limpeza urbana, manejo de resíduos, drenagem e águas pluviais. Em 2025, há regulação para redução de perdas de água, com planos de gestão e indicadores padronizados para ERI.

Avanços regulatórios

A norma sobre reuso não potável de água proveniente de efluentes tratados integra o saneamento com recursos hídricos. O uso da água tratada em banheiros, irrigação e recarga de aquíferos é um dos exemplos citados.

Outro marco são as metas progressivas de universalização de água e esgoto e a governança das Entidades Reguladoras Infranacionais (ERI), considerados centrais para segurança hídrica. Anderáos ressalta a necessidade de coordenação federativa.

Desafios e investimentos

Dados do Sinisa 2025 indicam que, em 2024, 84,1% da população tinha abastecimento de água e 62,3% tinha esgoto. Investimentos somaram R$ 14,59 bilhões em água e R$ 13,68 bilhões em esgoto.

A avaliação aponta que o setor ainda está em expansão. Avanços regulatórios ajudam a converter investimentos em obras, operação e, ao longo do tempo, melhoria no atendimento.

Indicação e concorrentes

Ao indicar a ANA, a Global Water Intelligence ressaltou que as novas normas ajudaram a reduzir disputas e incertezas para operadores e investidores, além de estabelecer metas nacionais de universalização. Outros concorrentes são K-Water (Coreia do Sul), OCWD (EUA), Sharakat (Arábia Saudita) e SPAN (Malásia).

A votação final será realizada por membros do GWI, com divulgação dos vencedores marcada para 19 de maio.

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