- A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) foi indicada ao prêmio de Agência Pública de Água do Ano, na Global Water Awards, que reconhece avanços nos setores de água, esgoto, tecnologia e dessalinização.
- A indicação é vista como reconhecimento de que o Brasil tem fortalecidos estruturas, normas e mecanismos regulatórios para água e saneamento, segundo o superintendente Alexandre Anderáos.
- Entre as ações da ANA estão normas para os quatro componentes do saneamento básico, regulação de perdas de água para 2025 e regras sobre governança das Entidades Reguladoras Infranacionais (ERI), além de norma de reuso não potável de efluentes tratados.
- Desse conjunto, há metas de universalização de água e esgoto e governança das ERI, visando maior coordenação e previsibilidade no setor, conforme Anderáos.
- Dados de 2024 do Sinisa mostram que 84,1% da população tinha acesso à água e 62,3% ao esgoto; foram investidos R$ 14,59 bilhões em água e R$ 13,68 bilhões em esgotamento; a votação para o prêmio ocorre até 19 de maio, com a decisão tomada pelo GWI.
A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) foi indicada ao prêmio Agência Pública de Água do Ano, na Global Water Awards. A premiação reconhece avanços nos setores de água, esgoto, tecnologia e dessalinização pela sustentabilidade dos recursos hídricos. A indicação sinaliza reconhecimento internacional ao trabalho brasileiro.
A ANA destaca que o Brasil tem estruturado normas, órgãos e mecanismos regulatórios mais robustos para água e saneamento. O superintendente Alexandre Anderáos afirma que a indicação aumenta a visibilidade de uma agenda com foco em acesso mais equitativo.
A agenda da ANA inclui normas de referência para limpeza urbana, manejo de resíduos, drenagem e águas pluviais. Em 2025, há regulação para redução de perdas de água, com planos de gestão e indicadores padronizados para ERI.
Avanços regulatórios
A norma sobre reuso não potável de água proveniente de efluentes tratados integra o saneamento com recursos hídricos. O uso da água tratada em banheiros, irrigação e recarga de aquíferos é um dos exemplos citados.
Outro marco são as metas progressivas de universalização de água e esgoto e a governança das Entidades Reguladoras Infranacionais (ERI), considerados centrais para segurança hídrica. Anderáos ressalta a necessidade de coordenação federativa.
Desafios e investimentos
Dados do Sinisa 2025 indicam que, em 2024, 84,1% da população tinha abastecimento de água e 62,3% tinha esgoto. Investimentos somaram R$ 14,59 bilhões em água e R$ 13,68 bilhões em esgoto.
A avaliação aponta que o setor ainda está em expansão. Avanços regulatórios ajudam a converter investimentos em obras, operação e, ao longo do tempo, melhoria no atendimento.
Indicação e concorrentes
Ao indicar a ANA, a Global Water Intelligence ressaltou que as novas normas ajudaram a reduzir disputas e incertezas para operadores e investidores, além de estabelecer metas nacionais de universalização. Outros concorrentes são K-Water (Coreia do Sul), OCWD (EUA), Sharakat (Arábia Saudita) e SPAN (Malásia).
A votação final será realizada por membros do GWI, com divulgação dos vencedores marcada para 19 de maio.
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