- Caiado passou a adotar discurso próximo ao bolsonarismo e mira ampliar o apoio entre evangélicos, agronegócio e bolsonaristas moderados.
- Sinalizou, caso eleito, a anistia a envolvidos nos atos de 8 de janeiro, incluindo Jair Bolsonaro, estratégia para conquistar a base bolsonarista.
- A aposta envolve dialogar com diferentes alas do eleitorado, mas corre o risco de afastar o centro, tradicional forte do PSD.
- Medidas voltadas ao agro aparecem como ferramenta para atrair esse segmento, como a aprovação do fim da “Taxa do Agro” em Goiás.
- CNA de articulações evangélicas e tensões internas no bolsonarismo influenciam o cenário, com mediadores ligados ao PSD buscando participação de grandes eventos religiosos.
Ronaldo Caiado, governador de Goiás e pré-candidato do PSD à Presidência, sinaliza uma linha de campanha que mira o eleitorado bolsonarista, com foco especial em evangélicos e no agronegócio. Em entrevista, ele indicou que, em caso de vitória, pode conceder anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, incluindo Jair Bolsonaro. A estratégia visa explorar fissuras dentro do campo bolsonarista, buscando converter parte desse eleitorado para o PSD.
Analistas ressaltam que a tática de dialogar com a base bolsonarista pode reduzir o capital político de Caiado entre o centrão, ao mesmo tempo em que ele busca afirmar-se como alternativa. As avaliações sobre a viabilidade dessa trajetória divergem entre especialistas, que destacam a heterogeneidade do próprio campo da direita e o desafio de manter coerência partidária.
Rumo aos evangélicos e ao agro
O executivo aponta para o eleitorado evangélico e o agronegócio como pilares da sua campanha. Caiado tem defendido políticas pró-setor rural e apresentado propostas que visam reduzir encargos, como a proposta de terminar com a Taxa do Agro em Goiás. O esforço envolve mediadores para facilitar a articulação com lideranças religiosas e participação em grandes eventos de igreja.
Cenário político e reação do entorno
Dentro do PSD, Caiado surge como uma voz que busca ocupar espaço entre Flávio Bolsonaro e o espectro moderado da direita. O pré-candidato atua em meio a tensões internas no bolsonarismo, com avaliações de que o governador pode atrair parte do eleitorado que hoje oscila entre apoiar o ex-capitão ou buscar alternativas. Analistas destacam que a comunicação centrada poderia enfrentar resistência de quem já está próximo de Flávio Bolsonaro.
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