- A ex-senadora Kátia Abreu oficializou neste sábado, 4 de abril de 2026, a filiação ao Partido dos Trabalhadores (PT. PT).
- A mudança reforça a aproximação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a estratégia do governo de ampliar o diálogo com o agronegócio.
- No passado, Abreu foi uma das vozes mais críticas ao governo Lula, afirmando em 2008 que o petista distorcia informações sobre o setor rural.
- Em 2015, protagonizou o episódio em que jogou vinho na cara do então senador José Serra, após uma provocação durante jantar em Brasília.
- Em 2010, recebeu o prêmio “Motosserra de Ouro”, promovido por organizações ambientalistas, por defender interesses do agronegócio.
Kátia Abreu, ex-senadora e figura de destaque do agronegócio, confirmou neste sábado (4 abr 2026) sua filiação ao PT. A formalização ocorre meses após aproximação com o governo Lula e sinaliza reforço na base de apoio ao presidente em mandato.
A mudança é vista como parte da estratégia do PT de ampliar o diálogo com o setor ruralista. Abreu já havia indicado interesse em atuar pela reeleição de Lula, após ter atuado como adversária do petista no passado.
Relação com Lula e trajetória política
No início da vida pública, a ex-senadora foi uma das vozes da bancada ruralista que criticava o governo Lula. Em 2008, ela afirmou que o petista distorcia informações sobre o agro, o que gerou atritos com pautas da esquerda.
Com o passar dos anos, a aproximação ganhou força, especialmente durante o governo Dilma Rousseff. Em 2022, Abreu apoiou Lula no Tocantins e no plano nacional, fortalecendo vínculos dentro do partido.
Episódio com Serra
Em 2015, Abreu protagonizou um episódio marcante ao jogar uma taça de vinho no então senador José Serra, durante jantar em Brasília. A resposta ocorreu após provocações consideradas desrespeitosas, consolidando a imagem de atuação combativa.
Trajetória no agronegócio e atuação no Congresso
Natural de Goiânia, Abreu construiu carreira como pecuarista e liderou entidades do setor. Foi deputada federal em 2002 e senadora de 2006 a 2023, além de ministro da Agricultura entre 2015 e 2016.
Ao longo da carreira, passou por vários partidos, como DEM, MDB, PDT e Progressistas, refletindo um caminho pragmático. Em 2010, recebeu o prêmio simbólico Motosserra de Ouro, por críticas à agenda ambiental.
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