- Marina Silva decidiu permanecer no Rede Sustentabilidade, sigla que ajudou a fundar em 2015, após avaliar saída por disputas internas e convites de PT, PSOL e PSB.
- A decisão veio depois que a ministra deixou o governo Lula, fortalecendo a permanência no partido.
- Marina é cotada para disputar a segunda vaga ao Senado na chapa de Fernando Haddad em São Paulo; Simone Tebet já ocupa uma vaga anunciada pelo PSB.
- Márcio França, que também deixou o governo, aparece como possível nome externo, mas sem definição sobre posição na chapa.
- A executiva da Rede enfrenta pendências jurídicas internas, com disputa sobre o Congresso Municipal do Rio de Janeiro já anulado por irregularidades, ressaltando o momento complexo da sigla.
Marina Silva decidiu permanecer na Rede Sustentabilidade, sigla que ajudou a fundar em 2015. A ex-ministra chegou a ser cobiçada por PT, PSOL e PSB para somar ao palanque de Lula em São Paulo, mas optou pela continuidade no partido, sobretudo após deixar o governo Lula.
Ela é deputada federal e tem sido cotada para disputar a segunda vaga ao Senado na chapa de Fernando Haddad (PT-SP) na corrida ao governo de São Paulo. A segunda vaga já é disputada pela ex-ministra Simone Tebet, recém-filiada ao PSB. Márcio França também deixou o governo, mas aparece como candidato em potencial por vias alternativas.
Marina avalia a disputa ao Senado como uma operação separada da coalizão pró-Lula, mas, segundo aliados, a parlamentar está comprometida em apoiar Lula e Haddad em São Paulo. Em meio a especulações, a decisão pela continuidade na Rede foi consolidada após a saída do governo.
Ponto de virada e janela partidária
A ex-ministra deve tornar pública a decisão por meio de uma nota à imprensa ainda neste sábado, último dia de janela partidária. O objetivo, segundo fontes, é sustentar o argumento de que a defesa de ecossistemas políticos fortes reforça o equilíbrio do bioma democrático.
A Rede encara um cenário interno com disputas jurídicas ainda em curso. Em fevereiro, o Tribunal anulou o Congresso Municipal do Rio de Janeiro por irregularidades em processo interno, envolvendo a deputada Heloísa Helena (Rede-RJ) e a reformulação estatutária do partido.
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